Compreendendo a herança genética

A combinação de todas as versões de todos os genes em uma espécie é chamada de herança genética da espécie.

Como o DNA da mosca da fruta é muito bem entendido, vamos usar a mosca da fruta como um exemplo. Eis alguns fatos sobre esse DNA:

  • o DNA de uma mosca das frutas é organizado em cinco cromossomos;
  • há cerca de 250 milhões de pares base neste DNA;
  • há 13.601 genes individuais.

Cada gene aparece em um certo local em um certo cromossomo e há duas cópias do gene. O local de um gene em particular é chamado de locus do gene. Cada uma das duas cópias do gene é chamada de alelo.

Vamos dizer que olhamos o locus 1 no cromossomo 1 do DNA de uma mosca da fruta em particular. Há dois alelos nesse local e há duas possibilidades para esses alelos:

  • os dois alelos são idênticos ou homozigotos;
  • os dois alelos são diferentes ou heterozigotos.

Se olharmos através de uma população de 1.000 moscas das frutas vivendo em um jarro, podemos identificar um total de 20 alelos diferentes que ocupam o locus 1 no cromossomo 1. Esses 20 alelos são a herança genética desse locus. O conjunto de todos os alelos em todos os loci é a herança genética da espécie.

No decorrer do tempo, o tamanho de uma herança genética se altera. A herança genética aumenta quando uma mutação altera um gene e a mutação sobrevive. Consulte Como funciona a evolução para obter detalhes. A herança genética diminui quando um alelo morre. Por exemplo, vamos dizer que pegamos as 1.000 frutas descritas no parágrafo anterior e selecionamos cinco delas. Essas 5 moscas  podem possuir um total de apenas três alelos no locus 1. Se então deixamos essas moscas se acasalarem e reproduzirem até o ponto em que a população seja novamente 1.000, a herança genética destas 1.000 moscas é muito menor. No locus 1, há apenas três alelos entre as 1.000 moscas em vez dos 20 alelos originais.

Isso é exatamente o que acontece quando uma espécie está em risco de extinção. A população total definha até o ponto onde pode haver apenas 100 ou 1.000 membros sobreviventes da espécie. No processo, o número de alelos em cada locus diminui e a herança genética da espécie se contrai significativamente. Se os esforços de conservação forem bem sucedidos e a espécie se recuperar, isso ocorre com uma herança de genes muito menor para se trabalhar do que havia originalmente.

Uma pequena herança genética é geralmente ruim para uma espécie, pois reduz a variação. Vamos voltar ao nosso exemplo da mosca das frutas. Vamos dizer que há 20 alelos no locus 1 e um desses alelos causa uma doença em particular quando uma mosca tem duas cópias desse alelo (homozigoto). Como há um total de 20 alelos, a probabilidade de uma mosca obter duas cópias desse alelo prejudicial é relativamente pequena. Se esse alelo perigoso sobreviver quando a herança genética se reduzir para um total de apenas três alelos, então a probabilidade das moscas obterem a doença desse alelo se torna muito maior. Uma herança genética grande proporciona uma boa reserva contra doenças genéticas. Alguns dos problemas genéticos comuns que ocorrem quando a herança genética diminui incluem:

  • baixa fertilidade;
  • deformidades;
  • doenças genéticas.
Os dois lugares mais comuns para ver esses efeitos são em animais em risco de extinção e em raças animais.

Deve-se tomar muito cuidado ao acasalar animais para evitar doenças genéticas. Ao acasalar, às vezes é útil cruzar com uma raça diferente. Nesse tipo de cruzamento, permite-se que um animal de outra raça se acasale com um animal da raça. O descendente desse acasalamento aumenta o tamanho da herança genética, diminuindo a probabilidade de doenças genéticas que são passadas adiante.

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