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Você pode ver que, em qualquer célula viva, o DNA ajuda a criar enzimas e as enzimas criam as reações químicas que são a "vida".
Reprodução sexual
As bactérias se reproduzem assexuadamente. Isso significa que, quando uma célula de bactéria se divide, as duas metades da divisão são idênticas - elas contêm exatamente o mesmo DNA. O descendente é um clone do pai.
Como explicado em Como funciona a reprodução humana, os organismos superiores como plantas, insetos e animais se reproduzem sexuadamente e este processo torna as ações da evolução mais interessantes. A reprodução sexual pode criar uma grande quantidade de variação dentro de uma espécie. Por exemplo, se dois pais tiverem múltiplos filhos, todas as crianças podem ser notadamente diferentes. Dois irmãos podem ter cor de cabelo diferente, pesos diferentes, tipo sanguíneos diferentes e assim por diante. Eis o que acontece:
Os cromossomos humanos detêm o DNA do genoma humano; cada pai contribui com 23 cromossomos |
![]() Foto cedida pela U.S. DOE, Projeto Genoma Humano |
Um gene não é nada além de um modelo para a criação de uma enzima. Isso significa que, em qualquer planta ou animal, há dois modelos para cada enzima. Em alguns casos, os dois modelos são iguais (homozigoto), mas em alguns casos os dois modelos são diferentes (heterozigotos).
Eis um exemplo bem conhecido das ervilheiras. As ervilheiras podem ser altas ou baixas. A diferença surge, de acordo com Carol Deppe no livro "Produza suas Próprias Variedades Vegetais":
...na síntese de um hormônio vegetal chamado giberelina. A versão "alta" do gene é normalmente a forma encontrada no meio selvagem. A versão "baixa", em muitos casos, tem uma forma menos ativa das enzimas envolvidas na síntese do hormônio, de modo que as plantas são mais baixas. Nos referimos a dois genes como alelos um do outro quando eles são herdados como alternativas uma para o outro. Em termos moleculares, alelos são as diferentes formas do mesmo gene. Pode haver mais de dois alelos de um gene em uma população de organismos. Mas qualquer organismo tem apenas dois alelos. As plantas mais baixas não podem competir com as formas mais altas no meio selvagem. Um mutante baixo em um local de plantas altas ficará encoberto. Esse problema não é relevante quando um humano planta um canteiro ou campo com nada além de plantas baixas. E as plantas baixas podem ser mais precoces que as altas, ou menos sujeitas a tombamento (queda) na chuva ou vento. Elas também podem ter uma proporção mais alta de grãos que o resto das plantas. Portanto, as plantas mais baixas podem ser vantajosas como culturas cultivadas. Mutações específicas ou alelos não são bons ou ruins, mas apenas em um certo contexto. Um alelo que promove melhor crescimento em clima quente pode promover crescimento inferior em clima frio, por exemplo.
Uma coisa a perceber na citação de Deppe é que uma mutação em um único gene pode não afetar um organismo, ou seu descendente, ou o descendente de seu descendente. Por exemplo, imagine um animal que tenha duas cópias idênticas de um gene em um alelo. Uma mutação muda um de seus dois genes de modo perigoso. Considere que uma criança recebe este gene mutante do pai. A mãe contribui com um gene normal, de modo que não tem efeito na criança (como no caso do gene da ervilheira "baixa"). O gene mutante pode persistir através de muitas gerações e nunca ser percebido até que, em certo ponto, os pais da criança contribuam com uma cópia do gene mutante. Nesse ponto, tomando o exemplo da citação de Deppe, você pode obter uma ervilheira baixa pois a planta não forma a quantidade normal de giberelina.
Outra coisa a perceber é que muitas formas diferentes de um gene podem estar flutuando ao redor de uma espécie.