O artigo recente de Anna Gosline na New Scientist intitulado "Como é morrer?" fez com que nossos corações batessem forte aqui no HowStuffWorks. Gosline entrevistou especialistas para descobrir como é se afogar, cair de um prédio alto e sentar na cadeira elétrica, entre outras maneiras terríveis de morrer. Isso nos fez pensar: será que existe a pior maneira de morrer?
![]() Courtesy Keystone/Getty Images A imolação é uma das maneiras mais dolorosas de morrer. É o que faz com que o protesto deste monge budista contra a Guerra do Vietnã, por meio do ato de ser queimado vivo, seja bem mais significativo |
No fim das contas, determinar que tipo de morte seria pior é subjetivo. Existem pesquisas improvisadas na Internet e morrer queimado tem uma alta pontuação. Não há, contudo, um consenso entre profissionais como médicos ou donos de funerárias sobre qual seria a maneira menos desejável de deixar essa vida cruel. Os medos de uma pessoa podem influenciar a escolha de qual seria a pior maneira de morrer para ela. A idéia de cair de um prédio alto em direção à morte, por exemplo, provavelmente iria aterrorizar uma pessoa que tem medo de altura, mas poderia não ser a pior morte para outra pessoa.
O conhecimento do tipo de morte e o medo do desconhecido também podem fazer com que uma maneira de morrer seja mais terrível do que a outra. Morrer em um acidente de avião é um exemplo: o intervalo de tempo entre a hora em que o avião começa a cair rapidamente e o momento de impacto é mais do que o suficiente para gerar pânico. E o pior é que, dependendo das circunstâncias, os passageiros podem permenecer conscientes durante todo o processo. O avião está literalmente - e de maneira inevitável - levando os passageiros até suas possíveis mortes, e eles sabem muito bem disso.
Na maioria das mortes, as vítimas ficam inconscientes antes que o Anjo da Morte as encontre, libertando a pessoa que está morrendo do medo que a domina. Os momentos antes da morte podem ser, porém, repletos de medo e dor.
Um médico que entrevistamos relata a história de um operário na África (em inglês) que trabalhava cercado de barris de ácido sulfúrico - uma das formas mais cáusticas de ácido. Um dia, o homem caiu dentro de um deles. Ele saiu de lá bem rápido, mas estava coberto de ácido sulfúrico, que no mesmo momento começou a queimá-lo quimicamente. Em pânico e sofrendo uma dor terrível, o homem correu para fora. Quando os colegas de trabalho chegaram até ele, o homem estava basicamente dissolvido.
O ácido queimou o homem até a morte, destruindo a pele, cauterizando os vasos sangüíneos e corroendo os órgãos até que ele morresse. A dor seria insuportável e as circunstâncias, irreversíveis. Sem dúvida, essa realmente é uma maneira muito ruim de morrer.
Mas por que essas histórias chamam tanto a nossa atenção assim? Por que será que no primeiro momento sentimos a vontade de imaginar o homem correndo como um louco enquanto seus tecidos se dissolviam em seus ossos? Por que artigos como o de Gosline se tornam tão populares? Em outras palavras, por que pensamos sobre a morte? Leia a seguir para descobrir uma área de estudo completamente dedicada à investigação da morte.