Como os pingüins se adaptam ao frio

Os pingüins são as aves que melhor se adaptaram à vida marinha e ao frio. Mesmo o pingüim-das-Galápagos que vive em ilhas tropicais precisa ter proteção contra o frio: isto porque durante o mergulho os eles podem perder calor para o ambiente (água gelada) e morreriam de frio se não fossem muito bem adaptados para enfrentá-lo.

Eles acumulam uma camada de gordura logo abaixo da pele, que serve como isolante térmico (diminuindo a perda de calor para o ambiente externo) e também como fonte de energia quando elas ficam muito tempo sem se alimentar. Além disto, essas aves conseguem manter entre as penas e seu corpo uma fina camada de ar que também isola termicamente seu corpo. Por isto suas penas são bem justapostas, ficam bem pertinho umas das outras e o pingüim tem penas menores e em maior quantidade do que as outras aves. Para impermeabilizar as penas os pingüins usam um óleo produzido por uma glândula muito desenvolvida (glândula uropigiana) que fica próxima da base da cauda. Com as penas impermeabilizadas, a água não passa e o corpo não molha quando o pingüim está na água, nem quando ele fica muito tempo exposto a nevascas e o corpo não resfria com facilidade. Além disso, as partes expostas como bicos e pés praticamente não apresentam vasos de transporte sanguíneo, evitando o resfriamento do sangue e a perda de calor por essas áreas.