Nova aparência do Virginia

Há dois problemas com periscópios ópticos convencionais. Primeiro, um poço de periscópio atravessa toda a altura da embarcação para abrigar o periscópio e seu tamanho restringe os arranjos da torre e dos compartimentos internos. O segundo problema é que os periscópios somente podem ser usados por uma pessoa de cada vez. A Marinha desenvolveu um novo mastro fotônico AN/BVS-1 para resolver esses dois problemas. O submarino de ataque da classe Virginia, lançado em 2004, foi o primeiro submarino equipado com mastros fotônicos.


Foto cedida pela Marinha dos EUA
Imagem gerada por computador do submarino de ataque da nova classe Virginia

Os mastros fotônicos fornecem as funções de imagens, navegação, guerra eletrônica e comunicação de um periscópio óptico convencional, conforme os documentos da Marinha dos EUA. Cada submarino da classe Virginia terá dois mastros fotônicos, que não atravessarão (não serão retraídos) o casco da embarcação. O mastro será estendido como uma antena de carro, em um movimento telescópico.

O equipamento de imagens eletrônicas substituirá os prismas e lentes dos antigos periscópios ópticos. O núcleo do sistema é uma unidade de sensores que se projetará acima d’água. Esse sensor eletro-óptico múltiplo estará localizado em uma cabeça rotativa. Os mastros serão equipados com três câmeras, incluindo uma câmera a cores, uma câmera de alta resolução em branco e preto e uma câmera infravermelho, para fornecer imagens para o submarino. Também haverá uma câmera de controle vital em missões em um casulo separado, à prova de pressão e resistente a choques e um visor de distância para visão segura que fornecerá distâncias precisas de alvos e ajudará na navegação.


Foto cedida pelo Comando de Sistemas Navais da Marinha
Componentes do mastro fotônico AN/BVS-1

O poço de periscópio que abriga esses mastros estará contido somente na torre da embarcação. O tamanho menor do poço do periscópio permitirá mais liberdade da localização da sala de controle da embarcação. Com periscópios convencionais, a sala de controle terá de ser colocada no confinado convés superior. Em um novo submarino da classe Virginia, a sala de controle ficará localizada no segundo convés mais espaçoso e terá um layout mais desimpedido.


O mastro fotônico permitirá que a sala de controle fique localizada no segundo convés, mais protegido

As imagens dos mastros fotônicos são enviadas por meio de fibra óptica para duas estações de trabalho e para um console do comandante. Os dois mastros fotônicos serão controlados por um joystick em cada uma dessas estações. Cada estação conterá dois visores de tela plana, um teclado convencional e uma interface de trackball. As imagens serão gravadas em vídeo-cassete e em CD-ROM.

Os mastros fotônicos são a última ferramenta adicionada no arsenal de guerra eletrônica dos Estados Unidos. Essa nova tecnologia tornará os submarinos da classe Virginia os submarinos mais avançados e automatizados da frota naval.