Dez invenções e patentes de mulheres

Autor: 
Molly Edmonds

No final do século 20 apenas 10% de todas as patentes eram concedidas a mulheres [fonte: Bedi]. Na lista de responsáveis pelas mais famosas invenções dos últimos séculos figuram poucas mulheres.

Isso não acontece porque a elas falte genialidade ou espírito criativo. Não faltaram obstáculos para as mulheres que tentaram patentear suas ideias. Um exemplo é o que aconteceu com Sybilla Masters, mulher que morou nos EUA na época em que o país era colônia. Observando as nativas, ela criou um novo jeito de fazer fubá de milho. Ela foi para a Inglaterra, para patentear o processo, mas a legislação da época impedia mulheres de ter qualquer propriedade - incluindo propriedade intelectual, caso das patentes. Propriedades precisavam ficar em nome do pai ou do marido. Quando a patente para a criação de Sybilla foi concedida, em 1715, o nome no documento foi o de seu marido, Thomas.

Além de leis que impediam mulheres de registrar patentes, no passado era difícil para elas ter acesso à instrução técnica que ajudaria a transformar em produtos de verdade suas ideias. Muitas mulheres foram alvo de preconceito ou ridicularizadas ao tentar o auxílio masculino para pôr em prática uma ideia. E algumas mulheres que bolaram formas de melhorar o trabalho doméstico viram suas criações serem tratadas com escárnio porque eram consideradas domésticas demais, e por isso sem valor.

Nos EUA, a primeira mulher a obter uma patente foi Mary Kies, em 1809, para um novo sistema de tecer chapéus de palha - que representou ganho econômico para a Nova Inglaterra. Aquele documento com o nome de Kies abriu caminho para que outras mulheres tivessem crédito por suas ideias. Neste artigo você vai conhecer 10 delas.