As fontes de ozônio na atmosfera
Na baixa atmosfera (troposfera), o ozônio é formado em diferentes conjuntos de reações químicas envolvendo gases que contêm hidrocarbonos e nitrogênio. Chamado de ozônio “ruim”, é poluente e altamente oxidante, resultado da poluição por motores de combustão interna e usinas geradoras de energia. O escapamento dos automóveis e as emissões industriais liberam uma gama de gases de óxido nitroso (NOx) e compostos orgânicos voláteis (VOC), subprodutos da queima de gasolina e carvão.
O NOx e o VOC combinam-se quimicamente com o oxigênio para formar ozônio durante dias ensolarados e de altas temperaturas no final da primavera, verão e começo do outono. Geralmente, os altos níveis de ozônio são formados no calor da tarde e começo da noite, dissipando-se durante a noite.
Alguns equipamentos elétricos podem gerar ozônio e emitir ao ambiente, por exemplo, máquinas copiadoras. Em ambientes fechados e com muito uso é importante o seu controle. A concentração máxima admitida para uma pessoa exposta por 8 horas é de 0,1 PPM.
Fontes de ozônio com aplicações industriais
Em 1857, Siemens construiu a primeira máquina geradora de ozônio, mas foi em 1886 que o ozônio começou a ser utilizado como desinfetante. Mais tarde observou-se que o ozônio era altamente oxidante, atuando sobre materiais orgânicos, metais pesados e outros compostos. Por ser muito mais eficiente que o cloro, atualmente é aplicado largamente pela industria como bactericida para esterilizar a água, o ar, material infantil e hospitalar, por exemplo. É também utilizado em tratamentos médicos.
Basicamente consiste em um tubo (dielétrico), no qual passa o oxigênio e uma descarga elétrica constante (alta tensão) transforma a molécula de oxigênio (O2) em uma molécula de ozônio (O3), pela adição de um átomo de oxigênio. Para a formação do ozônio, o oxigênio pode ser retirado diretamente do ar, mas este deve estar sem umidade (ar seco), para depois ser aplicada a descarga elétrica. |