O ozônio na estratosfera apresenta uma química muito particular, atuando como um filtro solar, bloqueando a radiação UV nociva aos seres vivos. Por este motivo é conhecido como ozônio “bom”. Ele é capaz de absorver cerca de 90% da radiação UV-B, 10% da radiação UV-A e 100% da radiação UV-C (totalmente absorvida no topo da atmosfera).

Os perfis de temperatura e da química estratosférica estão diretamente relacionados com a presença e processos de produção e perda do ozônio nesta camada. Estes processos foram descritos inicialmente por Chapman em 1930, e envolviam um ciclo fechado com as reações abaixo:
O2 + hυ → O + O (1)
hυ é a radiação solar UV < 240 nm
O + O2 + M → O3 + M (2)
M é um terceiro elemento químico que atua como um catalisador na reação, por exemplo, o NO2 ou outro O2.
O + O3 → 2O2 (3)
O3 + hυ → O + O2 (4)
Posteriormente verificou-se que havia outras reações que destruíam o ozônio na estratosfera, principalmente através de ciclos catalíticos envolvendo radicais livres como o óxido nitroso (N2O), cloro (Cl), bromo (Br), os quais são conservados no processo, destruindo muitas moléculas de ozônio antes de ser removidas. A Figura 3 apresenta um esquema da destruição catalítica do ozônio pelo radical cloro.
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