O ozônio na atmosfera terrestre

O ozônio existe em toda a atmosfera, mas é entre 25 e 35 Km onde está a sua maior concentração (camada de ozônio).

Na troposfera, o ozônio é praticamente constante com valores de algumas dezenas de partes por bilhão (ppbv) e aumenta com a altura na estratosfera, até uma região de concentração máxima onde a razão de mistura chega a 10 ppmv. Acima do pico, a concentração decresce de maneira exponencial com a altura, até atingir níveis muito pequenos na baixa mesosfera. Em termos gerais, de 85 a 90% do conteúdo total de ozônio encontra-se acima da tropopausa (região entre a troposfera e a estratosfera).



Figura 1 – Mostra o perfil da camada de ozônio (esquerda) e da temperatura (direita) nas diferentes camadas da atmosfera em função da altura.



Na troposfera, a molécula de ozônio tem um tempo de vida de algumas semanas, o que leva a sua concentração a variar com a latitude, longitude, altitude e estação do ano. Em regiões limpas próximas à superfície, as razões de mistura estão em torno de 20 a 30 ppbv, sendo mais altas na primavera e verão, chegando a valores médios em torno de 60 ppbv no hemisfério norte. A máxima no verão deve-se a foto-oxidação (oxidação pelo contato com a luz solar) dos precursores do ozônio provenientes da queima de combustíveis fósseis e da atividade industrial.

As concentrações de ozônio são menores nas regiões tropicais do que nas médias latitudes, exceto na estação seca, quando ocorre a queima de biomassa fornece os precursores necessários à sua produção. Nesta época, os valores da concentração de ozônio podem atingir níveis tão elevados quanto os observados em regiões industrializadas no verão. Embora existam poucos estudos sobre o ozônio de superfície antes de 1970, dados obtidos na Europa mostram um aumento variável em torno de 1% ao ano (IPCC, 2001).