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| dinossauros |
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Nos últimos 20 anos, paleontólogos e outros caçadores de fósseis descobriram um volume grande de ovos de dinossauro. A China foi o local onde muitos desses fósseis foram achados, mas os pesquisadores também fizeram descobertas na Argentina, no Canadá, na África do Sul e nos Estados Unidos. Essa é uma grande mudança - até a década de 90, era raro encontrar ovos fossilizados.
O problema é que, apesar das descobertas recentes, os ovos ainda são mais raros do que os ossos de dinossauro. Além disso, poucos são os ovos que sobreviveram até hoje que ainda contêm embriões. Isso porque são necessárias várias condições específicas para a fossilização de um embrião. Primeiro, um ovo que contém um embrião saudável deve estar enterrado em sedimentos. Um ovo colocado há menos tempo, que não possua embrião visível, ou um que já tenha entrado em decomposição, não estará. O ovo também precisa estar intacto - se houver uma rachadura grande o bastante na casca, o conteúdo vazará antes que ocorra a fossilização.

Então, esse ovo enterrado deve sobreviver ao lento processo de fossilização. O lençol freático que contém minerais penetra na casca, substituindo os componentes não-minerais dos ossos. A maior parte das vezes, os tecidos moles e os líquidos dentro do ovo se decompõem ou se dissipam em vez de se tornarem fósseis. A própria casca já é feita de cálcio, por isso, ela não muda muito durante o processo de fossilização. Mas, se tudo correr bem, o esqueleto embrionário se transforma em rocha.
O trabalho dos pesquisadores é imaginar como tirar embriões endurecidos dos ovos duros. Mesmo que não haja muitos ovos de dinossauro com embriões, os pesquisadores já conseguiram saber o que há dentro deles. Você saberá como na próxima página.