Os dinossauros são conhecidos pelas estruturas esqueletais especiais que desenvolveram. Elas incluem chifres e folhos (escudos ósseos) nos ceratopsídeos; as cristas dorsais de alguns iguanodontídeos e terópodes; os crânios em domo dos paquicefalossaurídeos; as cristas cranianas dos hadrossauros e alguns terópodes; e as placas e espinhos dos estegossaurídeos e anquilossaurídeos. Essas estruturas esqueletais especiais teriam sido muito visíveis, evidentes, de modo que podem ter se desenvolvido para fins de exibição. Muitas tinham outros usos, entre as quais regulamentação do calor corpóreo, produção de sons e defesa.

A visão era um sentido importante para os dinossauros; seus olhos eram grandes. Dinossauros são parentes próximos dos pássaros e crocodilos; ambos distinguem cores e têm ampla gama de sinais visuais. Assim, as estruturas esqueletais especiais dos dinossauros podem ter apresentado cores vívidas ou padrões característicos. Espécies aparentadas mas diferentes podem ter existido em cores distintas, de modo que fosse possível distingui-las durante a temporada de acasalamento.
Pássaros e crocodilos têm excelente audição, e seus parentes, os dinossauros, provavelmente também tinham. Alguns crânios de dinossauros exibem estruturas ósseas delicadas no ouvido médio e interno. Ao examiná-las, os cientistas puderam confirmar que a maioria dos grupos de dinossauros tinha excelente audição. Porque isso é fato, eles também devem ter sido capazes de produzir sons. As cristas na cabeça dos lambeossaurídeos eram parte de suas passagens nasais. Um animal inalava ar para a crista, e o ar depois descia para os pulmões passando pela cabeça. O percurso era muito complicado, mas deve ter sido usado para produzir sons. O lambeossaurídeo pode ter inalado o ar e gerado vibração em sua passagem nasal circular, o que resultaria em um chamado grave, de baixa frequência. Até onde sabemos, não existiam dois lambeossaurídeos com cristas exatamente iguais, de modo que eles não poderiam ter chamados iguais. As cristas podem ter servido para distinguir os indivíduos da espécie por via sonora.
A função dos chifres dos ceratopsídeos parece óbvia: repelir ataques dos tiranossaurídeos. Além disso, ceratopsídeos rivais provavelmente se chocavam pelos chifres em disputas por parceiras de acasalamento. Hoje, alces usam seus chifres mais ou menos da mesma maneira, e combatem predadores usando seus cascos aguçados, e não os chifres. Os ceratopsídeos também podem ter usado seus bicos aguçados para infligir ferimentos penosos, e ocasionalmente fatais, aos predadores.
É difícil compreender que o mundo era um lugar imensamente diferente entre 65 milhões e 240 milhões de anos atrás, e que era povoado por criaturas imensas e de estranha aparência. Todos os grandes animais nos zoológicos modernos, dos elefantes às zebras e cangurus (exceto os crocodilos) evoluíram muito depois do desaparecimento dos dinossauros. Somos afortunados por alguns dinossauros terem deixado seus traços em rochas, que os cientistas puderam estudar para fazer estimativas informadas sobre como viviam os animais. Em um planeta com mais de quatro bilhões e meio de anos de história, talvez a coisa mais interessante sobre os dinossauros seja que tenhamos podido aprender alguma coisa sobre eles.