Primeiro, o módulo tem que ser manobrado para a posição apropriada. Isso é crucial para uma aterrissagem segura.
Quando a missão acaba e o ônibus está a meio mundo de distância do local de pouso (Centro Espacial Kennedy, Base Edwards da Força Aérea), o controle da missão dá a ordem para voltar para casa, que lembra a tripulação de:
Na manhã de 1º de fevereiro de 2003, o ônibus espacial Columbia se partiu durante a reentrada, mais de 60.960 km acima do Texas. A investigação revelou a causa do acidente. Durante a decolagem, pedaços da espuma isolante caíram do ET e bateram na asa esquerda. O isolante danificou as pastilhas de proteção contra o calor na asa. Quando o Columbia reentrou na atmosfera, gases quentes entraram na asa pela área danificada e derreteram a estrutura da nave. O ônibus perdeu o controle e se partiu. |
Por estar se movendo a cerca de 28.000 km/h, o módulo bate nas moléculas de ar e cria calor com a fricção (aproximadamente 1650 ºC). Ele é coberto com materiais isolantes de cerâmica, projetados para proteger contra esse calor. Os materiais incluem:
Esses materiais são projetados para absorver grandes quantidades de calor sem aumentar muito suas temperaturas (grande capacidade térmica). Durante a reentrada, os jatos de direção traseiros ajudam a manter o módulo numa posição de 40 graus. Os gases quentes ionizados da atmosfera, que cercam o módulo, impedem a comunicação por rádio com quem está em terra por cerca de 12 minutos (blecaute de ionização).
![]() Imagem cedida pela NASA Concepção artística da reentrada de um ônibus |
Quando a reentrada é bem sucedida, o módulo encontra a parte mais densa da atmosfera e é capaz de voar como um avião. O módulo é projetado com um corpo elevado com asas "delta" voltadas para trás. Com esse projeto, ele pode gerar uma elevação com uma pequena área de asa. Nesse ponto, computadores de vôo fazem o módulo voar. O módulo faz uma série de voltas inclinadas em forma de S para desacelerar sua velocidade de descida enquanto começa a aproximação final da pista. O comandante pega um sinal de rádio da pista (Sistema Tático de Navegação Aérea) quando o módulo está a cerca de 225 km do lugar de aterrissagem e a 45.700 m de altura. Com 40 km, os computadores de aterrissagem do módulo dão o controle ao comandante. O comandante pilota o ônibus em volta de um cilindro imaginário (5.500 m de diâmetro), para alinhar o módulo com a pista e diminuir a altitude. Durante a aproximação final, o comandante inclina mais o ângulo de descida para menos 20 graus (quase sete vezes mais inclinado que a descida de um avião de passageiros comercial).
![]() Imagem cedida pela NASA Módulo do ônibus espacial pousando |
Depois de pousar, a tripulação passa pelos procedimentos de desligamento para o corte de energia da nave espacial. Esse processo dura cerca de 20 minutos. Durante esse tempo, o módulo está esfriando e os gases nocivos, que foram feitos durante o calor da reentrada, são expelidos. Uma vez que o módulo foi desligado, a tripulação sai do veículo. Equipes terrestres estão próximas para começar a prestar serviços ao módulo.
![]() Imagem cedida pela NASA Pára-quedas aberto para ajudar a parar o módulo no pouso |
![]() Imagem cedida pela NASA Prestação de serviços ao módulo após o pouso |
Sem dúvida, os computadores do ônibus espacial serão reparados conforme a tecnologia da computação é aprimorada. Os ônibus espaciais podem ainda ter telas sensíveis ao toque no futuro.
Retorno ao vôo
![]() Imagem cedida pela NASA |
Reprojeto do ET
O ET guarda gases frios liquefeitos como combustível (oxigênio, hidrogênio). Pelas temperaturas serem tão frias, a água na atmosfera se condensa e congela nas superfícies do ET e nas linhas de combustível que levam ao módulo. O gelo pode cair do próprio ET ou fazer com que a espuma isolante do ET rache e caia. Somando-se ao gelo, se algum dos gases líquidos vazar e entrar sob a espuma, iria se expandir e fazer rachar a espuma isolante. Então, muito do reprojeto do ET foi focado na eliminação de lugares onde possa ocorrer condensação.
![]() Imagem cedida pela NASA Reprojeto do ET |
Primeiro, o ajuste bípede e o ponto frontal onde o ET se junta à base de baixo do módulo. Engenheiros e técnicos descobriram que esse ponto é especialmente suscetível à formação de gelo. No passado, rampas de espuma isolante colocadas nessa parte impediam a formação de gelo; entretanto, esse isolamento caiu freqüentemente, apresentando um perigo ao módulo.
![]() Imagem cedida pela NASA Crédito da foto: Lockheed martin/NASA Michoud As rampas de espuma que protegiam os ajustes bípedes contra a formação de gelo (acima) foram substituídas por uma nova ligação aquecida eletricamente (abaixo) |
![]() Imagem cedida pela NASA. Crédito da foto: Lockheed martin/NASA Michoud |
No reprojeto, o isolamento foi removido e o encaixe agora é montado em cima de uma chapa de cobre, que contém aquecedores elétricos, podendo aquecer o encaixe e impedir a formação de gelo.
Segundo, nitrogênio líquido é usado para limpar a conexão do tanque interno de qualquer gás hidrogênio potencialmente explosivo. Entretanto, o nitrogênio líquido pode congelar em volta dos parafusos nessa área e fazer com que a espuma isolante se parta. Os parafusos nessa área foram reprojetados para impedir vazamentos de nitrogênio líquido.
![]() Imagem cedida pela NASA. Crédito da foto: Lockheed martin/NASA Michoud As rampas de espuma que protegiam a linha de alimentação do oxigênio líquido na parte de baixo eram anguladas e permitiam a formação de gelo (acima). Elas foram substituídas por um novo modelo, chamado drip-lip, que impede a formação de gelo (abaixo). |
![]() Imagem cedida pela NASA. Crédito da foto: Lockheed martin/NASA Michoud |
Terceiro, cinco linhas de fios de alimentação de oxigênio líquido estão junto do cordão que conecta o tanque de oxigênio líquido com os motores principais e são ligados ao tanque de hidrogênio líquido. O fio compensa as expansões e contrações que ocorrem quando o tanque de hidrogênio líquido enche e esvazia e ainda impede tensões na linha de alimentação. Anteriormente, a espuma isolante cobrindo o fio era angulada. Esse ângulo permitia que o vapor de água condensasse, corresse entre a espuma, e congelasse, quebrando essa espuma. Para corrigir esse problema, a borda da espuma dessa união foi estendida sobre o isolamento de baixo e ajustada para que a água não pudesse correr entre a espuma.