![]() |
Neste artigo, examinaremos a monumental tecnologia do programa do ônibus espacial americano, a missão para a qual ele foi projetado e os esforços extraordinários da NASA para voltar a realizar os vôos dos ônibus espaciais.
![]() Imagem cedida pela NASA Decolagem do ônibus espacial |
Os fundamentos
Vamos observar as peças de um ônibus espacial e uma missão comum.
O ônibus espacial tem os seguintes componentes maiores:
Uma missão comum acontece da seguinte maneira:
Entrando em órbita
Para um ônibus espacial de 2,05 milhões de kg (4,5 milhões de libras) decolar da plataforma até a órbita de 185 a 643 km (115 a 400 milhas) acima da Terra, ele usa os seguintes componentes:
Propulsores de foguetes de combustível sólido
|
Os SRBs são foguetes com combustível sólido que fornecem a maioria da força principal ou propulsão (71%) necessária para fazer o ônibus espacial decolar da plataforma. E os SRBs agüentam todo o peso do módulo do ônibus espacial e do tanque de combustível na plataforma. Cada SRB tem as seguintes dimensões, parâmetros e peças:
Pelo fato dos SRBs serem motores de foguetes de combustível sólido, uma vez que eles são ligados não podem mais ser desligados. Por essa razão, eles são os últimos componentes a ser ligados no lançamento.
Durante o lançamento do Challenger em janeiro de 1986, a temperatura estava abaixo de zero. O frio fez encolher os anéis (juntas anulares de borracha), e eles não selaram as junções devidamente. Durante a subida, gases quentes escaparam através de uma das junções do SRB. Como um maçarico, os gases cortaram a fina pele do tanque externo e acenderam o combustível de hidrogênio líquido. O Challenger se partiu e a tripulação foi morta. A NASA projetou novamente as junções do SRB, implementou novas regras relativas a lançamentos em dias frios e construiu um novo sistema para a tripulação escapar do ônibus durante o lançamento. |
Motores principais
O módulo tem três motores principais localizados na parte traseira da fuselagem (corpo da nave espacial). Cada motor tem 4,3 m (14 pés) de comprimento, 2,3 m (7,5 pés) de diâmetro na parte mais larga (o bocal) e pesa cerca de 3.039 kg (6.700 lb).
![]() Imagem cedida pela NASA Um dos motores principais do ônibus espacial |
![]() Imagem cedida pela NASA |
Os motores principais fornecem o restante do impulso (29%) para lançar o ônibus da plataforma para a órbita.
Os motores queimam hidrogênio e oxigênio líquido, que são estocados no tanque de combustível externo (ET), numa proporção de 6:1. Eles sugam o hidrogênio e o oxigênio do ET numa taxa impressionante, o equivalente a esvaziar uma piscina a cada 10 segundos. O combustível é queimado parcialmente numa pré-câmara para produzir alta pressão, gases quentes que controlam as turbo-bombas (bombas de combustível). O combustível é então completamente queimado na câmara principal de combustão e os gases expelidos (vapor de água) deixam o bocal a aproximadamente 10.000 km/h. Cada motor pode gerar entre 1.668.083 e 2.090.664 N de empuxo; a taxa de empuxo pode ser controlada entre 65% até 109% do empuxo máximo. Os motores são montados em dispositivos pivotantes que controlam a direção do exaustor e a direção do foguete.
Tanque de combustível externo
Como mencionado acima, o combustível para os motores principais é guardado no ET, que tem cerca de 48 m (158 pés) de comprimento e 8,4 m (8,4 pés) de diâmetro. Quando vazio, o ET pesa 35.455 kg (78.000 lb). Ele guarda cerca de 719.000 kg (1,6 milhão de libras) de propelente com um volume total de cerca de 2 milhões de litros.
O ET é feito de alumínio e materiais compostos de alumínio. Ele possui dois tanques separados, o tanque da frente para o oxigênio e o tanque traseiro para o hidrogênio, separados por uma região entre os tanques. Cada tanque tem defletores para amortecer o movimento interior do fluido. O líquido flui de cada tanque por uma linha alimentadora de 43 cm de diâmetro para fora do ET e é levado até os motores principais do ônibus. Por essas linhas, o oxigênio pode fluir numa taxa máxima de 66.600 l/min, e o hidrogênio pode fluir numa taxa máxima de 179.000 l/min.
O ET é coberto por uma grossa camada de 2,5 cm de espuma isolante de poliisocianurato. O isolamento mantém o combustível frio, protege-o do calor que a parte externa do ET cria durante o vôo e minimiza a formação de gelo. Quando o Columbia foi lançado, em 2003, as camadas da espuma isolante do ET se partiram e danificaram a asa esquerda do módulo, o que fez com que o Columbia se partisse na reentrada.
A seguir, veremos o sistema de manobras do módulo, lançamento e a vida no espaço.