A maioria dos relatos sobre ondas traiçoeiras conta com estimativas de tamanho fornecidas por testemunhas. Essas estimativas são baseadas na altura do navio acima da superfície da água e no nível que a onda alcançou quando o atingiu. Era comum pensar que as histórias de ondas com 30 metros ou mais de altura eram exageros (e algumas delas com certeza eram). Na melhor das hipóteses, essas ondas eram incrivelmente raras.
![]() Foto cedida por Sverre Haver Um registro da onda traiçoeira na Plataforma Draupner no Mar do Norte durante 1º dia do ano de 1995 |
Outras evidências concretas de ondas-monstro são obtidas por meio de instrumentos projetados para medir a altura das ondas. Um equipamento desses foi montado em uma plataforma petrolífera em alto-mar conhecida como Plataforma Draupner. No Dia de Ano Novo de 1995, a plataforma estava medindo ondas que não passavam de 5 a 7 metros de altura. Então, ela repentinamente registrou uma única onda com quase 20 metros de altura [fonte: Smith, 208]. Bóias meteorológicas canadenses próximas de Vancouver registraram ondas com 30 metros ou mais de altura durante a década de 90 [fonte: Smith, 211].
As ondas traiçoeiras podem não se restringir aos oceanos do mundo. As águas interiores bastante extensas (como os Grandes Lagos da América do Norte) também podem gerar ondas traiçoeiras. Apesar de existirem poucos dados científicos para confirmar isso, há diversas histórias. Um dos naufrágios mais infames na história dos Grandes Lagos, o "Edmund Fitzgerald", pode ter sido causado por uma ou mais ondas traiçoeiras. Em novembro de 1975, o navio de carga a granel com 222 metros estava lutando contra uma tempestade terrível junto com o "Arthur Anderson". Encoberto pela tempestade, o Anderson foi atingido por duas ondas com 10 metros de altura (realmente grandes, até mesmo para o Lago Superior) e em seguida perdeu o Fitzgerald de vista em seu radar [fonte: Cush, 111]. Com o tempo, o Edmund Fitzgerald foi encontrado no fundo do lago e estava quebrado ao meio. Apesar de existirem muitas teorias, algumas sugerem que uma combinação de fatores, incluindo as ondas traiçoeiras que atingiram o Anderson, arrastaram violentamente o Fitzgerald para baixo da água e ele não conseguiu mais retornar à superfície. |