Alguns dos objetos mais interessantes de nosso Sistema Solar são pequenos ou grandes. Além do sol, dos planetas e das luas, nosso Sistema Solar conta com uma variedade de pequenos objetos tais como asteróides, cometas, astros e meteoros. Eles afetaram o que aconteceu na Terra de diferentes maneiras.


Imagem cortesia da Nasa
Fique de olhos nos céus em agosto, quando você pode ter a chance de ver as chuvas de meteoros conhecidas como Persêiades, que surgem quando a Terra passa pela cauda do cometa Swift-Tuttle. As pequenas partículas de poeira da cauda do cometa entram na atmosfera da Terra e geram traços brilhantes de luz. Veja mais imagens do sistema solar (em inglês).

Asteróides

Um asteróide, se você tiver a sorte de vê-lo, garante uma visão impressionante. Trata-se de um dos pequenos objetos mais comuns em nosso Sistema Solar. Eles possuem corpos pequenos e rochosos que muitas vezes assumem formas incomuns. Existem dezenas de milhares de asteróides no sistema solar, a maior parte dos quais no chamado cinturão de asteróides, localizado principalmente em uma área entre as órbitas de Marte e Júpiter. Esse grupo de asteróides pode ter surgido de um planeta que desapareceu ao colidir com outro, logo que o Sistema Solar se formou, ou pode consistir de material residual da formação do Sistema Solar. Qualquer que seja a origem, essa coleção de pequenos objetos não forma um planeta devido à gravidade do gigante gasoso Júpiter. Existem outros grupos de asteróides no interior do sistema solar.

Ainda que os asteróides normalmente sejam muito pequenos, alguns deles contam com suas próprias luas. Quando a espaçonave Galileo estava a caminho de Júpiter, enviou fotos do asteróide Ida e sua pequena lua, Dactyl. A Galileo fotografou o Ida ao sobrevoá-lo, e ninguém sabia que o asteróide contava com uma lua própria antes que os cientistas começassem a estudar as imagens.

Os asteróides também afetaram a vida na Terra de maneira desagradável. No passado, a Terra foi atingida por asteróides muitas vezes. O impacto deixou marcas em forma de crateras que continuamos a ver ainda hoje.

Cometas

Uma das mais deslumbrantes visões que se pode ter no céu noturno é a de um cometa. Ver um cometa, com sua cabeça pequena e brilhante seguida por uma cauda longa e graciosa que se estende pelos céus é algo de que você se lembrará por muito tempo. Há milhares de anos, as pessoas imaginavam que cometas eram sinais de que algo de ruim estava prestes a acontecer. Quando um cometa percorria os céus, não era incomum que líderes e religiosos entrassem em pânico enquanto tentavam descobrir que desgraça viria em seguida.

Nos anos 1700, o astrônomo britânico Edmund Halley provou que cometas eram objetos que se moviam de maneira previsível e tinham órbitas como os demais objetos do sistema solar. O mais famoso dos cometas, o cometa de Halley, foi batizado em sua homenagem. O astrônomo previu, corretamente, que o cometa voltaria ao nosso Sistema Solar a cada 76 anos.


Imagem cortesia da Nasa
Não é preciso ser astrônomo profissional para descobrir um cometa. O cometa Hale-Bopp, que fez uma exibição maravilhosa pelos céus do planeta em 1997, foi descoberto por Alan Hale e Thomas Bopp, astrônomos amadores norte-americanos.

Sabemos agora que os cometas têm origem na nuvem de Oort, uma vasta nuvem de gelo e objetos formados por poeira que fica na periferia de nosso sistema solar. Ocasionalmente, por motivos que ainda não compreendemos totalmente, um desses objetos é expulso de sua órbita e cai no interior do sistema solar. Torna-se, então, um cometa, e nos propicia um grande espetáculo celeste.

Estrelas

Estrelas são esferas incandescentes de gases aquecidos. Muitas delas existem desde o começo da história do universo. Outras, como o Sol, vieram de material produzido pelos primeiros astros. Os astrônomos acreditam que as estrelas tenham um ciclo de vida específico, sob o qual nascem, se desenvolvem e morrem.

As estrelas se formam no centro de imensas nuvens de gases que se agregam por atração gravitacional. À medida que o gás se contrai no centro da nuvem, sua temperatura aumenta. Quando ela ultrapassa a marca dos 2,2 milhões de graus, começa a fusão nuclear, quantidades imensas de energia são produzidas e a estrela começa a brilhar. Ao longo da vida de uma estrela, acontecem muitas mudanças de aparência, em sua maioria devidas às alterações na produção de energia em seu núcleo.

Todas as estrelas se formam mais ou menos da mesma maneira, mas são bastante diferentes em pontos diferentes de seu ciclo de vida. Além disso, os estágios posteriores da vida de uma estrela podem tomar diferentes rumos, dependendo da massa da estrela ou da proporção de matéria que ela contenha.

Estrelas Cadentes

As estrelas cadentes na verdade não são estrelas. São apenas pequenos pedaços de rocha, usualmente menores que pedregulhos, que queimam ao colidir contra a atmosfera da Terra em velocidades de milhares de km/h. Ocasionalmente, podemos assistir a uma chuva de meteoros, e ainda mais raramente a tempestades de meteoros. Isso acontece quanto a Terra atravessa um trecho ocupado por vasto volume de partículas de poeira. Essas partículas de poeira vêm dos cometas, que também propiciam uma grande exibição nos céus. Quando um cometa atravessa o Sistema Solar, arrasta consigo uma trilha de poeira com milhões de km de comprimento. Caso o percurso do cometa seja favorável, a Terra atravessa essa trilha de poeira e temos a chance de ver uma chuva de meteoros.


Meteoros e Meteoritos

Não existe diferença entre meteoros e meteoritos. Um meteorito é um meteoro que era grande o bastante para não se queimar completamente na atmosfera antes de chegar à Terra. Descobrimos que meteoritos podem vir de outros planetas e de nossa lua.

Luas

E falando na Lua, o número de planetas em nosso Sistema Solar é quase nulo se comparado ao número e variedade de luas que giram em torno de todos os planetas - com exceção de Mercúrio e Vênus. Os cientistas acreditam que nossa Lua tenha sido arrancada da Terra em uma colisão gigantesca bilhões de anos atrás.

Titã, a megalua que orbita Saturno, tem atmosfera própria, de nitrogênio. Talvez também abrigue lagos e possivelmente até continentes. Uma das luas de Júpiter é a vulcânica Io, cuja superfície é constantemente flexionada pela força da gravidade do planeta. Outra das luas de Júpiter é Europa, uma lua de gelo listrada. Os cientistas acreditam que ela possa conter vastos oceanos abaixo de sua camada de gelo.

Tritão, a lua de Netuno, tem gêiseres de nitrogênio que se despejam através de uma camada de gelo de nitrogênio. A superfície repleta de marcas de Tritão se assemelha à casca de um melão. Além disso, a lua orbita Netuno em direção reversa, conhecida como "retrógrada", e é possível que no futuro sua espiral a conduza a uma proximidade grande o bastante com o planeta para que seja despedaçada pela gravidade de Netuno. Fobos, uma das luas de Marte, também pode colidir com a superfície do planeta vermelho, daqui a milhões de anos.

As luas que orbitam os planetas do Sistema Solar se enquadram em duas categorias: geladas ou rochosas. As luas rochosas, como o nome sugere, são feitas em sua maioria de material rochoso, como a nossa lua. As geladas são feitas primordialmente de gelo, que pode ser água gelada ou gelo formado com outros materiais.

Existem apenas oito planetas em nosso Sistema Solar e mais de uma centena de luas. Antes, Plutão era considerado planeta, mas sua condição mudou para planeta-anão em 2007. Os cientistas acreditam que a nossa lua, e talvez outras luas do Sistema Solar, tenham sido criadas em colisões entre grandes objetos como asteróides e os planetas em torno das quais elas circulam. Outras podem ter sido asteróides capturados pelo campo gravitacional de um planeta. Ainda outras luas podem ter sido formadas por material remanescente da formação dos planetas, nos primeiros dias do Sistema Solar. Saturno tem luas que são parte de seu magnífico sistema de anéis.

A maioria das luas tem crateras, que demonstram que nosso Sistema Solar em seus primórdios foi um lugar movimentado, com objetos que colidiam uns com os outros. O objeto de menor porte em geral era destruído pelo choque, e o maior ficava marcado por uma cratera.

Os asteróides, cometas, estrelas, estrelas cadentes, meteoros e luas fazem de nosso Sistema Solar uma bela e movimentada aventura.