Níveis de alarme e operações conjuntas

O nível mais alto de alerta do NORAD durante a Guerra Fria foi o Nível de Alarme 1. Felizmente, ele nunca foi ativado, mas um contato de Nível 1 se pareceria com o seguinte:

NORAD command
Foto cedida Comando de Defesa Aérea Norte-Americano, Divisão de Informação Pública
O centro de comando do NORAD no final da década de 60, início da década de 70

O Ballistic Missile Early Warning System (BMEWS) detecta alguma coisa voando dentro do alcance de seu radar. Os sistemas de computador verificam e não reconhecem o objeto. Ele aparece como uma luz colorida em um mapa eletrônico da América do Norte, e o Nível de Alarme 3 é ativado. Os computadores começam a fazer previsões: se o objeto for um míssil, onde pode ser seu alvo e quanto tempo ele levará para chegar até lá?

Depois que o BMEWS começa a rastrear o objeto, ele poderá dizer para onde está apontado. Se estiver se movendo para a América do Norte, o NORAD muda para o Nível de Alarme 2. Nesse nível, uma série de verificações é realizada para garantir que o objeto não é um sinal errôneo ou alguma coisa inofensiva. Se nada for comprovado, o NORAD muda para o Nível de Alarme 1.

Esquadrões do Comando Aéreo Estratégico (SAC) já foram notificados e estão a postos: agora eles podem ser liberados para voar. Os locais de lançamento de mísseis estão em alerta e se preparando para o lançamento. Enquanto isso, os computadores continuam a monitorar e refinar os locais de impacto estimados dos mísseis. Depois que tudo é confirmado por completo, todos os possíveis erros são calculados e os comandantes do NORAD sabem com certeza que os Estados Unidos estão sob ataque, eles então ligam para a linha presidencial. Esse telefone especial se conecta diretamente com o presidente, sem demora. Somente com a autorização do presidente os elementos militares podem ser completamente ativados para atacar e lançar seus mísseis.

Mísseis da Lua?
O NORAD realiza testes e treinamentos regulares para garantir que todos os sistemas e operadores estejam funcionando adequadamente. Erros, porém, ainda ocorrem. Quando o BMEWS foi empregado pela primeira vez, os operadores do NORAD subestimaram seu alcance. Quando a Lua surgiu, o radar se refletiu nela e gerou um aglomerado de falsos sinais que foram inicialmente confundidos com mísseis inimigos. Um ajuste no computador resolveu o problema da Lua.

Um problema nos computadores em 1979 provocou o envio de relatórios intermitentes de números massivos de mísseis russos que estariam indo em direção aos Estados Unidos. Os números eram tão bizarros que os operadores souberam que era um problema técnico, mas não tiveram tanta certeza um ano depois, quando um programa de teste foi realizado sem que o sistema fosse colocado no modo de teste. Felizmente, o erro foi descoberto antes que algum dano fosse provocado [fonte: Tom Stockman (em inglês)].

 

Operações Conjuntas
O NORAD é uma raridade: uma operação militar defensiva conjunta em andamento entre dois países. Os Estados Unidos e o Canadá perceberam que, na década de 50, qualquer ameaça russa imposta a um deles também afetaria o outro. Com o interesse de trabalhar em conjunto para detectar e interromper tais ameaças, as duas nações assinaram, em 12 de maio de 1958, um acordo para formar o NORAD [fonte: Defesa Nacional do Canadá (em inglês)]. Originalmente foi conhecido como Comando de Defesa Aéreo Norte-Americano, sendo "Aéreo" mudado para "Aeroespacial" a fim de refletir as tarefas expandidas impostas pelos satélites e outras ameaças originadas no espaço.

O comandante do NORAD é indicado pelo presidente dos Estados Unidos e pelo primeiro-ministro canadense e responde a eles. Um general da Força Aérea norte-americana geralmente é escolhido para ser o comandante do NORAD, com um segundo comandante canadense. O acordo do NORAD tem sido constantemente renovado com o passar dos anos, apesar de os dois países terem discordado sobre o financiamento da construção e manutenção das instalações. A maioria das funções do NORAD é realizada pelas forças aéreas das duas nações, mas porque essa é uma agência binacional - tecnicamente, não faz parte nem de uma nem de outra força aérea.

Nos Estados Unidos, a 21ª Divisão Espacial da Força Aérea oferece as funções de aviso de mísseis e controle espacial ao NORAD. Várias divisões espaciais por todos os Estados Unidos oferecem a presença real de combate aéreo do NORAD. A Força Aérea Real Canadense opera as bases do NORAD canadense.

Na próxima página, aprenderemos sobre como o NORAD funciona hoje e como ele mudou com o fim da Guerra Fria e a nova ameaça do terrorismo.

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