Motor Stirling de dois pistões

Neste motor, o aquecimento do cilindro é feito por uma chama externa. O resfriamento do cilindro é feito pelo ar e ele possui aletas para ajudar o processo de resfriamento. Uma haste saliente de cada pistão é conectada a um pequeno disco, que por sua vez é conectado a um volante maior. Isso mantém os pistões se movendo quando nenhuma potência é gerada pelo motor.

A chama aquece continuamente o cilindro inferior.

  1. Na primeira parte do ciclo, a pressão se eleva, forçando o pistão a se mover para a esquerda e realizar trabalho. O pistão resfriado permanece estacionário porque se encontra no ponto em que seu percurso muda de direção.

  2. No estágio seguinte, ambos os pistões se movimentam. O pistão aquecido se move para a direita e o pistão resfriado se move para cima. Isso move a maior parte do gás através do regenerador e para o interior do pistão resfriado. O regenerador é um dispositivo que pode armazenar calor temporariamente. Ele pode ser uma tela de arame que foi aquecida pela passagem dos gases. A grande área superficial da tela de arame absorve rapidamente a maior parte do calor. Isso deixa pouco calor para ser removido pelas aletas de resfriamento.

  3. Em seguida, o pistão no cilindro resfriado começa a comprimir o gás. O calor gerado por essa compressão é removido pelas aletas de resfriamento.

  4. Na última fase do ciclo, ambos os pistões se movem: o pistão resfriado se move para baixo, enquanto o pistão aquecido se move para a esquerda. Isso força o gás através do regenerador (onde recolhe o calor que foi armazenado ali durante o ciclo anterior) e para o interior do cilindro aquecido. Nesse ponto, o ciclo recomeça.

Você pode imaginar porque ainda não há aplicações em larga escala dos motores Stirling. Na próxima seção, vamos conhecer algumas razões para isso.