Embora as morsas tenham poucos predadores naturais, os homens as caçam desde o século 9 por causa de seu óleo, marfim e pele. Por isso, as populações de morsas decresceram muito e depois se recuperaram em determinados períodos da história humana.
O óleo de morsa - criado por meio da ebulição da gordura a altas temperaturas - era muito utilizado em lamparinas, sabão e como lubrificante de máquinas entre 1860 e 1880. Durante esse período, cerca de 10 mil morsas foram mortas em apenas um ano na região oriental do Ártico [fonte: Lanken]. Entretanto, depois da diminuição mais recente, a caça à morsa tem sido restringida no Canadá, na Rússia e nos Estados Unidos. Somente os nativos que dependem da morsa como fonte de alimento podem caçar o animal.

No Alasca, os grupos esquimós Inupiaq e Yupik dependeram da morsa durante milhares de anos. A caça anual se tornou parte da cultura. Historicamente, quase todas as partes da morsa eram utilizadas - até os intestinos eram comidos ou transformados em capas de chuva. Hoje, os esquimós usam capa de chuva plástica, mas muitos dos usos tradicionais da morsa ainda permanecem. A carne é usada para alimento; o estômago, para recipientes e tambores; a pele, para capas de barcos e cordas; e o marfim é utilizado nas artes. Cada povoado estabelece um limite de morsas que podem ser caçadas por ano, assegurando que não se mate mais do que pode ser usado e que o número total de animais não reduza significantemente [fonte: "A subsistência e a caça de morsas"(em inglês)]. |
Depois de oscilações significativas nas populações de morsa durante as últimas centenas de anos, atualmente, o número parece estar estável, podendo até aumentar. Apesar do comércio ilegal de marfim e dos efeitos do aquecimento global, o número total de morsas é estável.
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