O sistema

Para ver como todas estas peças funcionam juntas, vamos examinar uma seqüência de ataque.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano

Antes do lançamento, o míssil fica sob uma asa do avião, conectado a um lançador por vários suspensores. Um "cordão umbilical" próximo ao nariz do míssil conecta o sistema de controle eletrônico a bordo ao sistema de computador do avião. Quando o piloto coloca o avião em posição (atrás do inimigo), ele ativa o controle de disparo. O computador do avião envia um comando ao sistema de controle do míssil para ativar o motor do foguete Mk 36 e lançar o míssil.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
Prendendo um Sidewinder em um lançador de míssil em um F-15 Eagle

O motor do foguete queima o material propulsor sólido para gerar um gás de alta pressão que flui da traseira do míssil (o motor usa um material propulsor especial com pouca fumaça para ajudar a esconder o míssil do inimigo). Isto dá o impulso inicial necessário para lançar o míssil do lançador e empurrá-lo pelo ar a velocidades supersônicas (o modelo atual voa em velocidade de 2.5 Machs). Depois que o propulsor queima, o míssil desliza o restante do caminho até seu alvo.


Foto cedida Marinha Norte-Americana
Um Sidewinder sendo lançado de um F/A-18 Hornet

Cada uma das quatro asas traseiras, que dão a sustentação necessária para manter o míssil voando, é equipada com um simples dispositivo estabilizador chamado de rolleron. Basicamente, um relleron é uma roda de metal com cortes entalhados nela. Conforme o míssil acelera no ar, a corrente de ar gira o rolleron como um cata-vento.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
Os rollerons nas asas traseiras ajudam a estabilizar o míssil no vôo

Se você ler Como funcionam os giroscópios vai saber como um roda que gira resiste às forças laterais agindo sobre ela. Neste caso, o movimento do giroscópio neutraliza a tendência do míssil a rolar (girar sobre seu eixo central). Os simples e baratos rollerons estabilizam o míssil enquanto ele está no ar, o que evita que a estrutura do localizador gire em velocidade máxima. Isto facilita o rastreamento do alvo, como veremos na próxima seção.