Sensor de calor

Em 1947, um físico naval chamado Bill McLean se encarregou de construir um sistema melhor: um míssil que buscasse o calor do sistema de motor de uma aeronave inimiga. Desde que o míssil mirasse na energia emitida pelo próprio alvo, e não na energia de rádio refletida, o piloto poderia "atirar e esquecer", isto é, ele poderia lançar o míssil e sair. No lugar do enorme equipamento de radar, o míssil usaria um pequeno sensor de calor de célula fotovoltaica para "ver" o alvo. Isto significava que ele poderia ser bem menor que os protótipos de radares da época e com um custo bem mais baixo.


Foto cedida Departamento de Defesa Norte-Americano
Oficiais da força aérea transportando o compacto Sidewinder de 95 kg

Oficialmente, a Marinha não tinha interesse em sistemas de orientação sem radar, mas em China Lake, Califórnia, na Estação de Teste de Artilharia Naval (NOTS) onde McLean trabalhava,os pesquisadores tinham liberdade suficiente para prosseguir com projetos não convencionais. Sob o pretexto de desenvolvimento do fusível do míssil, McLean e seus colegas trabalharam no projeto dos primeiros protótipos do Sidewinder. Seis anos depois, em setembro de 1953, o míssil realizou seu primeiro teste de funcionamento com sucesso.

Desde aquele tempo, o Sidewinder tem assumido algumas formas diferentes e cada modelo acrescenta novas tecnologias e recursos (veja F-16.net: o AIM-9 Sidewinder (em inglês) para detalhes dos modelos específicos). Enquanto os sistemas de orientação de semicondutor de hoje estão muito mais avançados do que os tubos de vácuo no projeto original, a operação geral é bem parecida. Nas duas próximas seções, vamos examinar o modelo atual do Sidewinder, o AIM-9M, e também conhecer o seu provável substituto, o AIM-9X.

Dimensões do Sidewinder
(para o AIM-9M)
  • comprimento: ~2.9 m
  • diâmetro: ~13 cm
  • peso: ~85 kg
  • envergadura do leme: ~63 cm
  • custo: US$ 84 mil 
  • velocidade máxima: 2.5 Machs
  • variação: ~29 km
  • fabricante: Raytheon (em inglês)