Sistemas de direcionamento

A grande marca de um míssil de cruzeiro é sua incrível acuidade. Uma afirmação comum feita sobre o míssil de cruzeiro é que "ele consegue voar 1.600 km e atingir um alvo do tamanho de um caminhão". Os mísseis de cruzeiro também impedem a detecção pelo inimigo com muita eficiência, pois voam muito próximos do chão (fora da vista da maioria dos sistemas de radar).


Foto cedida pela Marinha dos EUA
Míssil de cruzeiro Tomahawk escoltado pelo F-14

Quatro sistemas diferentes ajudam a guiar um míssil de cruzeiro até seu alvo:

  • IGS - Sistema de Direcionamento Inercial;
  • Tercom - emparelhamento com o contorno do terreno;
  • GPS - Sistema de Posicionamento Global;
  • DSMAC - Digital Scene Matching Area Correlation, sistema de radar que compara a aproximação do míssil de cruzeiro com seu alvo por meio de uma interpretação digital.

O IGS é um sistema padrão que consegue saber aproximadamente onde o míssel está localizado com base nas acelerações que ele detecta no movimento desse míssil - clique aqui (em inglês) para uma boa introdução. O Tercom usa um banco de dados em 3D do terreno sobre o qual o míssil irá voar. O sistema Tercom "vê" o terreno sobre o qual está voando usando seu sistema de radar e compara isso com o mapa em 3D armazenado na memória. O sistema Tercom é responsável pela habilidade do míssil de cruzeiro de "abraçar o chão" durante o vôo. O sistema GPS usa a rede de satélites GPS das forças armadas e um receptor GPS a bordo para detectar sua posição com altíssima acuidade.

Uma vez próximo do alvo, o míssil muda para um "sistema de direcionamento terminal" para escolher o ponto de impacto. O ponto de impacto poderia ser pré-programado pelo sistema GPS ou Tercom. O sistema DSMAC usa uma câmera e um correlacionador de imagem para encontrar o alvo e é especialmente útil se o alvo estiver em movimento. Um míssil de cruzeiro também pode ser equipado com sensores térmicos de imagem ou iluminação, como os usados nas bombas inteligentes (em inglês).