Minas antipessoal

Minas terrestres antipessoais são projetadas especificamente para repelir soldados a pé ou fazê-los tomar outro caminho. Estas minas podem matar ou incapacitar suas vítimas, e são detonadas por pressão, um arame esticado ou remotamente. Existem também as minas inteligentes, que se desativam automaticamente após algum tempo. Atualmente, estes são os tipos mais comuns utilizadas pelas Forças Armadas dos Estados Unidos.


Imagem cedida pelas Nações Unidas
Detalhe de uma mina bounding antipessoal sobre a areia de um deserto não identificado, exposta pela ação do vento

Minas antipessoais se encaixam em três categorias básicas:

  • blast - o tipo mais comum de mina explosiva, é enterrada a poucos centímetros do solo e são detonadas por alguém que pisa sobre o prato de pressão, aplicando uma pressão de cerca de 5 a 16 kg. Essas minas são destinadas a destruir um objeto muito próximo, como a perna ou o pé de uma pessoa. Uma mina explosiva é destinada a romper em fragmentos o objeto-alvo, o que pode causar danos secundários, tais como infecção e amputação;
  • bounding - normalmente enterrada com apenas uma pequena parte do ignitor projetando-se para fora do solo, estas minas são detonadas por pressão ou através de um arame esticado. Você pode também ouvir essas minas serem chamadas de "Bouncing Betty." Quando ativado, o ignitor libera uma carga propelente, que arremessa a mina a cerca de 1 metro no ar. A mina então dispara uma carga principal, causando ferimentos na cabeça e no peito de uma pessoa;
  • fragmentação - estas minas liberam fragmentos em todas as direções, mas podem ser configuradas para arremessarem em uma só direção (minas de fragmentos direcionados). Elas podem causar ferimentos até a 200 metros de distância e matar em distâncias menores. Os fragmentos usados nas minas são de metal ou vidro. Minas de fragmentação podem ser as que saltam ou as que explodem no solo.

Há centenas de tipos diferentes de minas antipessoal em uso. Neste artigo apresentaremos duas minas terrestres desenvolvidas pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, que demonstram as características variáveis das minas terrestres. A primeira, a M14, é uma mina explosiva acionada por pressão. Examinamos também a mina de fragmentação/bounding M16.

Mina explosiva M14
A M14 é uma pequena mina explosiva, cilíndrica, de corpo plástico. Tem apenas 40 mm de altura e 56 mm de diâmetro. Foi originalmente desenvolvida e utilizada pelos Estados Unidos nos anos 50, mas tem sido utilizada e copiada por muitas nações ao redor do mundo. Esta mina antipessoal contém só uma pequena quantidade de explosivo, cerca de 31 gramas de Tetryl. É projetada para causar danos a pessoas e objetos muito próximos a ela.

      Fonte: Departamento de Defesa dos Estados Unidos

A M14 é inicialmente equipada com um grampo de segurança em forma de U, que é colocado em volta do prato de pressão. Para ativar a M14, o grampo de segurança é removido e o prato de pressão é girado da sua posição de segurança à sua posição de armado. As letras A (armado) e S (segurança) estão gravadas em relevo no prato. Os soldados simplesmente alinham uma seta com o A para armar a mina.

Uma vez armada, qualquer pressão de pelo menos 9 kg pode detonar a mina. Quando a pressão necessária é aplicada, ela empurra a mola Belleville para baixo do prato de pressão. Esta mola empurra o pino de disparo para baixo sobre o detonador, que detona a carga principal de explosivos Tetryl.

Mina bounding/de fragmentação M16
As minas bounding saltam do solo e explodem. A M16 é feita de três partes principais: o estopim da mina, uma carga propelente para arremessar a mina no ar, e um projétil contido em um alojamento de ferro fundido. Tem 199 mm de altura e 133 mm de diâmetro. A mina M16 contém cerca de 521 gramas de explosivo trinitrotolueno (TNT).


      Fonte: Departamento de Defesa dos Estados Unidos

O estopim se estende do centro ao fundo da mina, onde a carga propelente está localizada. Para armar a mina, é removido um pino de segurança do disparador na parte de cima do estopim. Há três pinos localizados na parte de cima do detonador, conectados a uma cunha com mola. O detonador contém uma espoleta de percussão, um elemento de retardo e uma carga de pólvora negra.

A M16 pode ser detonada de duas maneiras: aplicando-se pressão ou puxando-se o pino de soltura que contém uma mola. Qualquer dos métodos faz o pino sair do estopim, liberando o golpeador e acionando a espoleta de percussão. A espoleta de percussão aciona o elemento de retardo, que aciona o detonador após um breve momento. O detonador acende a pólvora negra no estopim, acionando a carga propelente no fundo da mina. A mina salta no ar a cerca de 1,2 metros. A carga principal então detona e libera uma chuva de fragmentos de metal.