Migração moderna

A migração no mundo moderno tem uma diferença importante das formas anteriores: as fronteiras nacionais. As fronteiras impedem tentativas de migração, limitam a migração a certos grupos ou cotas e restringem a migração a certas classes econômicas. Embora a migração ainda seja guiada pelas mesmas pressões básicas, agora, também é moldada artificialmente por forças políticas.

pessoas tentando cruzar ilegalmente a fronteira do México com os Estados Unidos
David McNew/Getty Images
Migrantes fogem para o México durante uma tentativa fracassada de entrada ilegal nos Estados Unidos

A maioria das migrações modernas segue padrões econômicos. As pessoas estão sempre buscando oportunidades econômicas melhores. Durante décadas, isso levava a um fluxo migratório na América do Norte - do sul ao norte. As cidades do norte tinham muitos empregos nas indústrias e eram centros econômicos. A industrialização demorou na região sul dos Estados Unidos e no México, por isso, as pessoas de lá seguiam para o norte à procura de trabalho. Essa mesma iniciativa é o que impulsiona a migração do México para os Estados Unidos, hoje.

No início da década de 80, a migração norte-americana passou a ser do norte para o sul. As antigas indústrias que, durante décadas, atraíram habitantes do sul, estavam falindo ou se mudando devido às pressões de concorrentes estrangeiros. Entretanto, as cidades do sul e oeste tiraram proveito das tecnologias mais novas, abrindo novas indústrias e oferecendo muitos empregos. Entre 1995 e 2000, o maior movimento de um estado para outro foi de Nova Iorque para a Flórida (fonte: Agência Americana de Censo].

Na Europa, a migração está seguindo o mesmo padrão. Muitos empregos nas nações européias ricas estão atraindo um fluxo de imigrantes da Turquia, do Paquistão e de outras regiões do Oriente Médio.

Nômades modernos

Nem toda cultura adotou um estilo de vida urbano e estabelecido. Ainda existem pequenos grupos que mantêm uma existência nômade, mudando-se de uma cidade para outra, vendendo produtos e serviços e ficando nos lugares aonde as pessoas os levam (geralmente, lugares pequenos e distantes).

Irish Travellers e European Roma são dois exemplos dessas pessoas. Eles passam suas tradições às gerações seguintes, raramente se integrando à sociedade convencional. Eles falam seu próprio idioma, ensinando-o a seus filhos.

Embora geralmente sejam perseguidos, muitos desses grupos são protegidos por leis que têm a finalidade de preservar seu raro patrimônio.

Migração para o espaço

­Para onde os humanos migrarão depois? Alguns dizem que é inevitável que, um dia, colonizaremos o espaço. Existem muitas razões pelas quais as pessoas vêem o espaço como um destino de migração: há recursos a serem explorados e há espaço para as pessoas viverem, um problema que aumenta na terra, à medida que a população mundial cresce.

Para alguns, a sobrevivência da raça é fundamental - se um asteróide ou uma guerra nuclear acabasse com a vida na Terra, as colônias espaciais poderiam dar continuidade a nossa cultura e existência.

­Há muito trabalho para se chegar à primeira colônia espacial de verdade. Existem muitos problemas a serem resolvidos, como a superação dos efeitos da microgravidade nos humanos a longo prazo, a navegação bem sucedida a longas distâncias entre os planetas e a criação de recursos básicos necessários para a sobrevivência dos humanos (água, ar e comida, especificamente). Talvez o que nos leve a colonizar o espaço seja o impulso intangível que mencionamos anteriormente - o espírito humano.

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