Microorganismos prejudiciais: como combatê-los

Basicamente há duas formas de combate aos microorganismos: a profilaxia e o tratamento. Profilaxia pode ser entendida como o conjunto de medidas que visam à prevenção, erradicação ou controle de doenças ou fatos prejudiciais aos seres vivos. São muito variadas, conforme o agente causador da doença.

Em doenças que possuem como vetores pequenos animais ou insetos, como o barbeiro na doença de Chagas, ou o mosquito que transmite a dengue, ou a raiva em animais sinantrópicos deve-se evitar o contato, criar condições para que este não se reproduza, ou até mesmo eliminá-lo. As medidas profiláticas vão depender do vetor: inseticidas, mosquiteiros, eliminação dos locais de reprodução ou moradia do vetor.

Muitas doenças bacterianas e fúngicas comuns podem ser evitadas através de uma boa higiene pessoal e do ambiente e inclusive pelo cozimento apropriado dos alimentos (que também evita a proliferação de vários protozoários), além de a sua conservação em local fechado, com embalagem apropriada e na maioria das vezes refrigerada. Porém para alguns microorganismos há necessidade de cuidados maiores, ainda mais quando relacionados a práticas hospitalares e intervenções cirúrgicas, assim a esterilização de objetos pelo calor, irradiação ou quimicamente, e a assepsia corporal, através de uma série de compostos químicos especiais, garantem ao agente de saúde e ao paciente mais segurança, minimizando ou eliminado a contaminação. A vacinação é um modo profilático de grande ajuda à diminuição das taxas de muitas doenças bacterianas e virais, ou até mesmo sua erradicação.

Outro modo de profilaxia está ligado aos microorganismos causadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como a AIDS e a Hepatite B, onde os cuidados estão na prática de sexo seguro, principalmente através do uso de preservativos.

Quanto ao tratamento existe uma gama imensa de medicamentos que atuam no combate aos microorganismos que por sua vez já estejam infectando o organismo. De modo geral, as drogas antibacterianas, antivirais e antifúngicas agem ou interferindo no metabolismo do microorganismo ou em sua reprodução, outros, por sua vez, destroem estruturas da parede ou membrana das bactérias. Porém o tratamento, assim como a profilaxia, vai depender da especificidade do medicamento e do agente causador da doença. Isto serve de alerta aos riscos da automedicação, pois, por exemplo, o uso inadequado de um antibiótico geralmente acarreta na seleção de bactérias resistentes necessitando cada vez mais de dosagens maiores e de antibióticos mais fortes.