A experiência de Pasteur

As etapas da experiência de Pasteur são delineadas abaixo.

  1. Primeiro, Pasteur preparou um nutriente semelhante a uma sopa.
  2. Em seguida, colocou porções iguais desse caldo em dois frascos de gargalo longo. Um frasco tinha o gargalo reto; outro tinha um gargalo dobrado em forma de S.

    Pasteur experiment illustration
    Imagens cortesia William Harris

  3. Depois, ele ferveu o caldo em cada frasco a fim de matar qualquer matéria viva que o líquido contivesse. Os caldos esterilizados foram deixados descansando, em temperatura ambiente e expostos ao ar, nos frascos sem tampa.

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  4. Depois de algumas semanas, Pasteur observou que o caldo no frasco de gargalo reto estava nublado e descolorido, enquanto o do frasco de gargalo curvo não havia mudado.

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  5. Ele concluiu que germes conduzidos pelo ar conseguiam cair sem obstruções no frasco de gargalo reto, contaminando o caldo. Já o outro frasco aprisionava os germes em seu gargalo curvo, impedindo-os de chegar ao caldo, que não mudou de cor ou se tornou nublado.

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  6. Caso a geração espontânea fosse um fenômeno real, argumentou Pasteur, o caldo no frasco de gargalo curvo teria se infectado porque germes teriam sido gerados espontaneamente. Mas o frasco de gargalo curvo não foi infectado, o que indica que só outros germes podem gerar germes.

A experiência de Pasteur exibe todos os traços de uma investigação científica moderna. Ele começou por uma hipótese e testou a hipótese por meio de uma experiência cuidadosamente controlada. O mesmo processo - baseado na mesma seqüência lógica de eventos - vem sendo empregado por cientistas há cerca de 150 anos. Com o tempo, essas etapas se tornaram uma metodologia idealizada que hoje conhecemos como método científico.

Vamos estudar essas etapas mais de perto na próxima seção.