Os cientistas não conseguiram medir com exatidão a inteligência dos elefantes (em inglês). No entanto, durante décadas, especialistas observaram o comportamento dos paquidermes e concluíram que eles estão entre os mais inteligentes do reino animal. Por isso, a teoria de que os elefantes nunca esquecem as coisas é exagerada, mas não está totalmente longe da verdade.
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O elefante possui o cérebro com maior massa entre os mamíferos (em inglês), pesando 4,7 kg em um adulto [fonte: Shoshani et al (em inglês)]. Embora não possamos julgar com eficiência o funcionamento de um cérebro com base apenas no seu tamanho, ele pode dar uma boa idéia do poder da memória do elefante. Uma forma convencional de medir a inteligência de um animal é o chamado QE (quociente de encefalização), que compara o tamanho real do cérebro de um animal com o tamanho que os cientistas projetariam para se basear no peso do corpo. Para entender melhor essa medida, pense em uma maçã e em um abacate (em inglês). As duas frutas têm relativamente o mesmo tamanho; porém, uma maçã possui sementes minúsculas, enquanto o caroço de um abacate parece uma bola de golfe.
A lógica é que quanto menor a relação entre o cérebro e a massa corporal (lembre-se do exemplo da maçã), mais irracional será o animal e vice-versa. Por exemplo, as pessoas têm um QE médio acima de 7, enquanto os porcos apresentam um QE de aproximadamente 0,27 [fonte: Shoshani et al (em inglês)].
Veja a seguir alguns fatos interessantes sobre o maior mamífero do mundo.
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A região olfativa do cérebro de um elefante é extremamente desenvolvida em relação a seus outros sentidos. Os elefantes conseguem distinguir o odor da urina de até 30 parentes fêmeas, mesmo que tenham ficado separados durante anos [fonte: Briggs (em inglês)]. Essa característica ajuda os elefantes a permanecerem juntos ao viajarem em grandes bandos, sendo a urina um guia para o olfato.
Embora as memórias utilitárias dos elefantes os ajudem a guardar informações essenciais de sobrevivência, elas também permitem que esses animais reconheçam o passado. Os elefantes apresentam sinais de sofrimento em relação à morte de parentes, como tocar suavemente os cadáveres com a pata e acariciar os corpos com a tromba [fonte: Shoshani et al]. Em um experimento em que foram mostrados diferentes conjuntos de objetos a uma família de elefantes, a reação do grupo foi evidente em relação aos ossos e às presas pertencentes a um parente [fonte: Universidade de Sussex (em inglês)].
A memória de um elefante não armazena todos os detalhes de cada estímulo já encontrado. O cérebro codifica o que é necessário para a sobrevivência, como o local do alimento e a identificação familiar, da mesma forma que nossos sistemas de memória de curto prazo descartam seletivamente dados ou os transferem para nosso armazenamento de longo prazo [fonte: Trivedi (em inglês)]. E assim como aqueles momentos que têm um forte impacto em nossas vidas, o conteúdo das memórias funcionais dos elefantes é preservado para recuperação futura.
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