Uma massa de ar é considerada como fria, quando este ar se desloca sobre uma região mais quente. A camada atmosférica em contato direto com a superfície é aquecida por condução, o que provoca uma instabilidade. O movimento convectivo do vento eleva o ar aquecido para os níveis mais elevados da atmosfera.
Na América do Sul, as massas de ar frio são as que se deslocam da região subantártica e invadem o sul do continente pelo Chile, pela Argentina, pelo Uruguai e pelo Paraguai, atingindo o Brasil durante o período de outono a inverno. Às vezes, essas massas de ar frio chegam a atingir o Nordeste, bem como a Região Amazônica, onde provocam o fenômeno conhecido como friagem.
![]() Reprodução / INMET O mapa mostra o domínio do ar frio e as baixas temperaturas registradas em algumas cidades brasileiras |
Quanto maior for o contraste entre as temperaturas do ar e da superfície adjacente, maior será convecção. O transporte vertical de calor, decorrente do ar que se eleva na atmosfera induz um aumento de temperatura da massa de ar como um todo. A distribuição vertical de temperatura vai sendo alterada, com tendência de um aquecimento progressivo.
O resfriamento causado pela expansão da massa e do ar em movimento ascendente provoca a formação de nuvens do tipo cúmulos e cúmulos-nimbos, e, dependendo do teor de umidade, ocorrem chuvas intensas, pancadas de chuvas, aguaceiros, descargas atmosféricas (raios) e trovoadas. O processo de condensação favorece o aquecimento do ar (liberação de calor latente), enquanto a precipitação vai contribuir para uma redução da umidade do ar.
E o ar que vem lá do sul?