Evolução das massas de ar

Quando uma massa de ar se desloca sobre uma superfície mais quente que ela própria, sofre um aquecimento por baixo. Consequentemente, ocorre nos níveis mais baixos a instabilidade térmica que se estende para cima. Essa instabilidade produz um movimento ascendente do vento, que, por sua vez, induz à formação de nuvens e consequentemente de chuva.

Se uma massa de ar (mais fria) se desloca sobre uma superfície de água (oceano), sua umidade aumenta. A convecção eleva o vapor d’água aos níveis mais altos, onde há condensação e formação de nuvens cumuliformes (cúmulos-nimbos com pancadas de chuvas e trovoadas).

Mapa de temperatura mínima, em 11 de julho de 2008
Reprodução / INMET
Exemplo de uma massa de ar polar continental que atingiu o Mato Grosso do Sul e a Região Sul do Brasil, em 11 de junho de 2008, com temperaturas mínimas nas serras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul (entre 0ºC e -3ºC), no Mato Grosso do Sul (de 3ºC a 6ºC) e no Paraná (de 0ºC a 3ºC)

Se essa massa de ar (mais fria) se desloca sobre o continente, menos umidade é absorvida e, consequentemente, a formação convectiva de nuvens ocorre em um tempo maior, até que o aquecimento da base se estenda da condição de instabilidade aos níveis mais elevados.

Temos a situação contrária quando uma massa de ar se desloca sobre uma superfície mais fria que ela própria. Mais aquecida, essa  massa de ar perde calor nos níveis próximos à superfície, tornando-se estável e impedindo a convecção e as chuvas.

O que acontece quando uma massa de ar mais fria se desloca para uma região mais quente? Descubra ma próxima página.