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| Marte | ||
Nenhum outro planeta em nosso sistema solar causou tanta especulação quanto esse ponto vermelho no céu noturno. Algumas razões para as especulações são os detalhes claros e escuros de Marte que podem ser vistos usando apenas um telescópio de tamanho médio. Também, com boas condições de visão, você pode ver que Marte tem áreas vermelho claro e áreas mais escuras que parecem ter alguma conexão. Além disso, coberturas de gelo polar aparecem e desaparecem com as estações do planeta.
![]() Foto cedida pela Nasa Marte tem uma superfície com bastante poeira. Ocasionalmente, ventos fortes podem causar tempestades de poeira tão grandes que cobrem o planeta inteiro. Compare a imagem da direita com a da esquerda. A imagem da direita é vívida; à esquerda, uma grande tempestade de poeira deixou embaçada a superfície do planeta. |
Marte tem duas luas bem pequenas, Fobos e Deimos, que receberam os nomes dos cavalos que puxavam a carruagem do deus romano. Essas luas eram provavelmente asteróides que foram capturados pela força gravitacional do planeta quando se aproximaram de Marte.
![]() Foto cedida pela NASA A parte superior do Monte Olimpo é retratada acima. Essa é a maior montanha em nosso sistema solar. Trata-se de um vulcão extinto que é três vezes maior do que o Monte Everest. As depressões nessa foto são chamadas de "crateras caldera". |
A viagem da Terra até Marte demora cerca de seis meses. O dia de Marte tem aproximadamente a mesma duração do que um dia da Terra. Seu ano dura 687 dias da Terra. Sua superfície tem bastante poeira. De fato, fortes ventos ocasionais podem causar tempestades de poeira tão grandes que cobrem o planeta inteiro.
Marte tem muitas características interessantes em sua superfície, incluindo o maior vulcão do sistema solar, o Monte Olimpo. Ele é tão grande que faz o Monte Everest da Terra parecer pequeno. Felizmente, o Monte Olimpo está inativo. O cânion Valles Marineris de Marte é 11 vezes maior e quatro vezes mais profundo do que o Grand Canyon no Arizona, EUA. Isso tudo e muito mais constituem um planeta que tem cerca de metade do tamanho da Terra.
Há séculos pessoas discutem a possibilidade de existir vida em Marte. Como o planeta é próximo da Terra, talvez o clima oferecesse essa possibilidade. Talvez algumas das linhas vistas em sua superfície sejam na verdade rios de água - fator necessário para que haja vida. Porém, em 4 de julho de 1997, o veículo de exploração Pathfinder da Nasa pousou em Marte. Ele levava um pequeno veículo robótico chamado Sojourner que explorou o planeta e enviou incríveis imagens da superfície de Marte. As espaçonaves que visitaram Marte testaram o solo em busca de sinais de vida e não encontraram nada.
Mas as informações científicas não resolveram o antigo debate e muitas teorias com prós e contras ainda existem. Por exemplo: a falta de vida encontrada pela Sojourner mostra apenas que não havia vida específica no local visitado pelo robô. Devido aos muitos vulcões adormecidos de Marte, alguns astrônomos acham que quando eles estavam ativos, eles expeliam lava e vapor. Quando o vapor esfriava, caía como chuva, formando os rios (pensa-se que grandes rios já cruzaram a superfície de Marte). Na Terra, existem formas de vida na água, portanto, em certo momento, pode ter havido vida nos rios de Marte.
Outros cientistas ainda acham que não há vida em Marte, porque o planeta não tem água líquida atualmente. Parece haver água em Marte apenas na forma de gelo, nas calotas de gelo polar e talvez no subsolo. Além disso, a atmosfera de Marte é muito fina, fazendo que as temperaturas fiquem abaixo de zero. Além disso, ventos inóspitos movem-se através da superfície em velocidades muito altas. O planeta não oferece um ambiente amigável para se viver.
Nos dias 4 e 25 de janeiro de 2004, veículos de exploração gêmeos da Nasa pousaram em Marte, servindo como geólogos robóticos. Eles continuaram a busca da Nasa por sinais de vida, enviando imagens diárias de suas câmeras panorâmicas. Os veículos (chamados Spirit e Opportunity) pousaram em locais diferentes, possibilitando o uso de seus instrumentos especiais para retirar amostras do solo de duas áreas. Suas cargas, que também não mostraram sinais de vida, não resolveram o debate sobre vida em Marte.
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