Retorno à Lua

Desde 1972, ninguém colocou os pés na Lua. Entretanto, há um esforço renovado para que isso aconteça. Por quê? Em 1994, a sonda orbitante Clementine detectou reflexões de rádio de crateras obscuras no Pólo Sul da Lua. As reflexões foram compatíveis com a presença de gelo. Posteriormente, a sonda orbitante Lunar Prospector detectou que sinais ricos em hidrogênio formam a mesma área, possivelmente, hidrogênio resultante de gelo.

De onde poderia ter vindo a água da Lua? Provavelmente foi levada até lá por cometas, asteróides e meteoros que se impactaram com ela durante sua longa história. A água não foi detectada pelos astronautas da Apollo porque eles não exploraram a região sul da Lua. Se houver, de fato, água na Lua, ela poderia ser utilizada para suportar uma base lunar. A água poderia ser dividida por meio de eletrólise em hidrogênio e oxigênio - o oxigênio poderia ser utilizado para dar suporte à vida e ambos os gases poderiam ser utilizados para servir de combustível para foguetes. Assim, uma base lunar poderia ser uma plataforma intermediária para futura exploração do sistema solar. Além disso, devido à baixa gravidade da Lua, o custo seria muito menor e seria mais fácil lançar um foguete a partir de sua superfície do que da Terra.

O presidente norte-americano George W. Bush deu instruções à NASA para que fizesse planos para uma viagem de retorno à Lua, a fim de recomeçar a exploração e, possivelmente, estabelecer uma base lunar para pesquisa e aplicações comerciais (mineração, fabricação, turismo). O Orion Crew Exploration Vehicle (Veículo de Exploração Tripulado Orion) faz parte desse esforço. Além dos Estados Unidos, outros países, incluindo o Japão e a China, estão planejando viajar até a Lua e realizar pesquisas sobre como construir uma base lunar utilizando materiais de sua superfície. Alguns projetos mencionam o retorno à Lua e o estabelecimento de possíveis bases entre 2015 e 2035.

Para aprender mais sobre a Lua, dê uma olhada nos links na próxima página.

lunar eclipse illustration
Eclipses lunares
Em sua órbita, a Lua passa entre o Sol e a Terra e, em seguida, por trás da Terra. Em relação ao plano Terra-Sol, a órbita da Lua é levemente inclinada em cerca de 3 graus. Ocasionalmente, o exato alinhamento do Sol, da Lua e da Terra produz um eclipse solar. Isso acontece apenas quando a Lua está em sua fase nova e sua órbita se cruza com o plano Terra-Sol entre a Terra e o Sol. A Lua bloqueia o sol e sua sombra passa sobre a Terra.

No mesmo mês, tal como com o eclipse solar, quando a Lua está cheia, um eclipse lunar ocorre. Em um eclipse lunar, a Lua passa através da sombra da Terra, o que faz com que a luz fique ofuscada. Se a Lua passar através da parte da sombra da Terra chamada de umbra, ocorrerá um eclipse total lunar. Se a Lua passar somente através da penumbra, ocorrerá um eclipse parcial.