Todas as noites, a Lua mostra uma face diferente no céu noturno. Em algumas noites, podemos ver toda a face; às vezes, ela é parcial; e em outras, não está nem visível. Essas fases da Lua não são aleatórias - mudam durante todo o mês de um modo regular e previsível.
Conforme a Lua viaja em sua órbita de 29 dias, sua posição muda diariamente. Às vezes, está entre a Terra e o Sol e, em outras vezes, está atrás de nós. Assim, uma diferente parte da face da Lua é iluminada pelo Sol, fazendo com que mostre diferentes fases.

Marés
Todos os dias, a Terra tem mudanças no nível dos oceanos, as marés, que são causadas pelo atração da gravidade lunar. Há duas marés altas e duas marés baixas todos os dias, cada uma durando cerca de seis horas.

A força gravitacional da Lua empurra a água nos oceanos e estende o alcance da água, para formar bojos de maré no oceano, nas laterais do planeta, alinhadas com a Lua. A Lua puxa a água no lado mais próximo desta, o que causa um bojo em direção à lua. A Lua puxa levemente a Terra, o que arrasta a Terra para longe da água no lado oposto, criando um outro bojo de maré nesse local. Assim sendo, as áreas da Terra que estão vivenciando o bojo têm a maré alta e as áreas nos lados finos têm maré baixa. Conforme a Terra faz sua rotação sob os bojos prolongados, isso cria marés altas e baixas com cerca de 12 horas de diferença.
A Lua também estabiliza a rotação da Terra. Conforme a Terra gira em seu eixo, sofre oscilações. O efeito gravitacional da Lua limita as oscilações a um pequeno grau. Se não tivéssemos Lua alguma, a Terra poderia se mover e ficar a quase 90 graus fora de seu eixo, com o mesmo movimento que um pião tem conforme vai diminuindo sua velocidade.
Conforme a Terra gira em seu eixo, ela se move como um pião e o eixo lentamente se move na direção em que ela aponta. Esse movimento (chamado de precessão) ocorre lentamente com um período de 26 mil anos e fez com que a posição da estrela polar da Terra mudasse. Polaris é a atual Estrela Polar (Estrela do Norte), mas em 3.000 a.C., era Thuban, na constelação do Dragão. No ano 14.000, Vega, na constelação da Lira, será a estrela polar. |