Confeccionando uma lente: parte 2

Passos 4 a 6
Passo 4: dependendo do tipo de equipamento, a lente precisa ser preparada para se ajustar ao gerador de curvas, constituído por um esmeril de superfície composto capaz de usinar duas curvas ao mesmo tempo.


Um esmeril composto, denominado gerador de curvas, desbasta as curvas requeridas na parte de trás do bloco oftálmico. Os dois grandes discos no painel definem as curvaturas esférica e cilíndrica que serão escavadas na lente.

Um receptor de mandril (chamado de suporte) é colocado na parte frontal da lente sobre a fita protetora. Se houver uma curva cilíndrica, a lente é orientada para que o eixo do cilindro esteja de acordo com o eixo de varredura do cilindro no gerador de curvas.


Um receptor de mandril, chamado de suporte, deve ser acoplado à face frontal da lente para que possa ser montado no gerador de curvas

O centro do suporte será o centro óptico da lente. Dependendo do equipamento, a lente pode ser mantida no lugar com almofadas adesivas especiais, com uma liga que "gruda" a lente no suporte ou com plástico.

Passo 5: a lente é inserida no gerador de curvas.


O bloco oftálmico, acoplado ao suporte, é inserido no gerador de curvas, que possui pinos para alinhar a lente

A lente pode precisar de outro processamento além das curvas compostas criadas pelo gerador de curvas; sendo assim, a lente também pode ser inclinada no mandril.Essa inclinação irá deslocar o centro óptico (chamada de prisma induzido), normalmente usada para permitir lentes mais finas ou atender as exigências especiais da prescrição.


A lente é desbastada dentro de uma câmara de desbaste revestida com borracha. O rebolo cônico ou disco de desbaste, se localiza no centro. O rebolo possui uma superfície de corte diamantada ao longo da borda externa e é inclinado para que apenas a borda externa toque a lente.

Passo 6: as curvas são definidas na máquina e a lente é confeccionada (desbastada). Esta etapa pode ser totalmente automatizada ou operada manualmente, onde o operador manualmente varre o rebolo (disco de desbaste) através da lente, avançando gradualmente até conseguir a espessura desejada. A espessura da lente é determinada pelo tipo de curvatura (positiva ou negativa), material da lente (alguns plásticos são mais duros e podem ser mais desbastados) ou outras considerações (óculos de segurança, por exemplo, são mais espessos que as lentes de uso diário). Se a lente aquecer muito durante a operação, ela pode empenar ou rachar, por isso é resfriada com água, o que também remove o material desbastado (chamado scarf).