Resumo: como a lente é feita

No laboratório, a prescrição completa do paciente fornece os seguintes detalhes:
  • a potência total (em dioptrias) que a lente acabada precisa ter;
  • o poder e o tamanho do segmento (se necessário);
  • a potência e a orientação de quaisquer curvas do cilindro;
  • detalhes como a localização do centro óptico e de qualquer prisma induzido (definição na próxima seção), caso seja necessário.
O técnico do laboratório seleciona um bloco oftálmico que possui o segmento correto (chamado de adição) e uma curva da base próxima à potência prescrita. Assim, para que a potência fique exatamente de acordo com a prescrição, outra curva é escavada na parte de trás do bloco oftálmico.
  • Na maioria dos laboratórios, o equipamento é projetado para desbastar curvas negativas. Sendo assim, normalmente se escolhe um bloco oftálmico positivo.
  • Se a curva da base é muito acentuada, uma curva negativa é desbastada atrás da lente, o que reduz a sua potência total.

Por exemplo, um bloco oftálmico bastante comum tem +6,00 dioptrias. Se a prescrição requer um total de +2,00 dioptrias, uma curva de -4,00 dioptrias é escavada atrás: (+6,00D) + (-4,00D) = +2,00D (veja ilustração abaixo). Se necessário, a curva do cilindro também é escavada ao mesmo tempo.


Se a prescrição requer uma lente negativa, o bloco oftálmico de +6,00 dioptrias ainda pode ser usado. Para confeccionar uma lente com poder de -2,00 dioptrias, uma curva de -8,00 dioptrias é desbastada na parte de trás: (+6,00D) + (-8,00D) = -2,00D.