A urbanização desordenada das cidades é a principal causa das grandes inundações brasileiras. O excesso de concreto, como já foi explicado, limita a absorção das águas das chuvas. Além disso, um fenômeno típico dos países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, as favelas, piora a situação. Muitas favelas surgem próximos aos leitos dos rios.
A maioria das enchentes acontece no verão quando as chuvas são torrenciais. Para se ter uma idéia, em 31 de janeiro de 2004, na Vila Prudente, bairro de São Paulo, choveu em uma hora a mesma quantidade que choveria em uma semana. Como conseqüência, trânsito parado e milhares de pessoas desabrigadas, já que no bairro existe uma das maiores favelas da cidade.
Além das enxurradas que levam casas de madeira e pessoas para longe, as chuvas de verão também provocam desabamentos de casas construídas de maneira irregular em áreas íngremes.
Para tentar amenizar o problema das enxurradas, especificamente em São Paulo, a prefeitura construiu 16 piscinões. Os piscinões são áreas extensas de terra para facilitar absorção das águas que escoam do asfalto e concreto. Além disso, outras medidas tem sido tomadas como o rebaixamento do leito do rio Tietê que, segundo as autoridades, ajuda a reduzir a chance de inundações às suas margens, que antes era de 95% e passou para 4%. Mesmo com essas medidas, em 2007, a cidade tinha 30 pontos críticas vulneráveis a inundações. Atualmente, o Estado conta com o Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo, que monitora as enchetes na capital e em outras cidades.
Além de São Paulo, várias outras cidades brasileiras sofrem sistematicamente com inundações, seja no litoral, como no interior.