![]() Foto cedida por R. Fearing/UC-Berkeley Desenho ilustrando o inseto voador micromecânico que está sendo desenvolvido em Berkeley já pronto |
Para construir o MFI, os pesquisadores realizaram experimentos visando aprender como as moscas voam. Um dos experimentos envolveu a construção de duas asas mecânicas de 25 cm, chamadas Robofly, que foram feitas de Plexiglass (um tipo de acrílico) e modeladas de maneira semelhante às asas de uma mosca de frutas. As asas foram imersas em um tanque com óleo mineral, o que as forçou a reagir como asas de mosca de fruta de 1 mm de extensão, batendo rapidamente no ar. Seis motores (três em cada asa) moviam as asas para trás e para frente, para cima e para baixo e em um movimento de rotação. Por fim, foram ligados sensores para medir a força das asas.
Eventualmente, o Robofly será encolhido para se adaptar a uma micromosca robótica de aço inoxidável, que terá de 10 a 25 mm de largura e pesará cerca de 43 mg. As asas, por sua vez, serão feitas de um filme de Mylar fino. A energia solar dará força a um ativador piezelétrico, que fará as asas baterem. O tórax do robô irá transformar as deflexões do ativador piezelétrico nas grandes batidas e rotação de asas necessárias para alçar vôo.
Embora esse robô ainda não voe, foi relatado que cerca de 90% da força necessária para que ele se eleve foi atingida experimentalmente com uma estrutura de duas asas totalmente operacional. Agora, o próximo passo será adicionar uma unidade de controle de vôo e uma unidade de comunicação para controle remoto. Os pesquisadores dizem que estão trabalhando para permitir que o robô paire de maneira controlada, utilizando sensor ótico e um giroscópio de bordo.