Os insetos robôs se preparam para o vôo

Há ao menos dois projetos MAV sendo financiados pela DARPA e que foram inspirados nos princípios do vôo de insetos. Ao mesmo tempo que Michael Dickinson cria o inseto de vôo micromecânico em Berkeley, Robert Michelson, um engenheiro pesquisador do Instituto de Tecnologia da Geórgia, está trabalhando no Entomopter. Vamos ver de perto cada um deles.

Entomopter
Em julho de 2000, o Escritório de Patentes dos EUA - United States Patent Office (site em inglês) concedeu uma patente à Georgia Tech Research Corporation pela invenção do Entomopter de Michelson, também chamado de inseto eletromecânico multimodal. O Entomopter está sendo projetado para possíveis operações em lugares fechados. Ele irá imitar o vôo de um inseto ao bater suas asas para gerar sustentação e, além disso, os pesquisadores estão estudando maneiras de o Entomopter navegar por corredores e sistemas de ventilação e se esgueirar sob portas.

Vamos dar uma olhada nas partes básicas do Entomopter:

  • fuselagem - assim como em uma aeronave maior, a fuselagem é o casco da máquina e abriga a fonte de energia e o tanque principal de combustível. Todos os outros componentes do Entomopter são conectados à fuselagem;
  • asas - há duas asas, dianteira e traseira, que são acopladas por um pivô na fuselagem, usando uma configuração em X. Essas asas são feitas com um filme fino. Nervuras duras, mas flexíveis, são acopladas às asas na junção com a fuselagem, para dar a elas as curvas necessárias para gerar a força de sustentação, tanto no movimento ascendente quanto no descendente;
  • músculo químico recíproco (RCM) - um motor compacto e não combustível ligado às asas para criar seu movimento;
  • sensores - há sensores que permitem olhar para a frente, para baixo e para os lados;
  • câmera - o protótipo não possui uma minicâmera, mas a versão final poderia ter uma câmera ou um sensor olfativo. Esse sensor detectaria portas e o Entomopter rastrearia os odores até seu ponto de origem;
  • mecanismo de direcionamento sobre superfícies - auxiliará a navegação quando o Entomopter for usado para missões no solo;
  • pernas/pés - também chamadas de locomotores de superfície, essas partes fornecem inércia contra rolamento e armazenamento auxiliar de combustível.

O Entomopter utiliza uma reação química como fonte de energia. Um monopropulsor é injetado no corpo, causando uma reação química que libera um gás. A pressão criada por esse gás empurra um pistão na fuselagem, e esse pistão é ligado às asas duplas por um pivô, o que as faz bater rapidamente. Uma parte do gás é liberada por passagens na asa e pode ser usada para alterar a força de sustentação em qualquer uma das asas, permitindo que o veículo vire. Atualmente, o Entomopter possui 25 cm de envergadura nas asas. "O próximo passo é encolher o dispositivo RCM até o tamanho de um inseto", disse Michelson.

Em um veículo com o tamanho de uma mosca, cada parte deve realizar várias tarefas. Por exemplo, uma antena de rádio ligada à parte traseira do veículo também pode funcionar como um estabilizador para a navegação. As pernas poderiam armazenar combustível para realizar ajustes no peso e no equilíbrio do veículo durante o vôo.