Assim que foi liberado, o impactador se orientou para a trajetória do cometa usando um rastreador de estrelas de alta precisão (que navega observando as estrelas), o sensor de alvo do impactador (ITS) e algoritmos de navegação automática especialmente desenvolvidos para esta missão. O impactador também possuía um pequeno sistema de propulsão alimentado com hidrazina para um controle mais preciso da trajetória e da altitude. O HRI, MRI e o ITS trabalharam em conjunto para orientar a espaçonave-sonda até o cometa e registraram dados científicos antes, durante e depois do impacto.
![]() Foto cedida pela NASA Espaçonave-sonda (à esquerda) e impactador (direita) |
![]() Foto cedida pela NASA Deep Impact na plataforma de lançamento |
Assim que o impactador deixou a espaçonave-sonda, ele se posicionou para a colisão com o cometa no lado iluminado pelo Sol, para permitir imagens de melhor qualidade. 19 giga-joules de energia cinética (equivalente a 4,8 toneladas de TNT) na superfície do cometa, criando uma grande cratera. Eles sabiam que a energia viria de uma combinação da massa do impactador (370 kg) e de velocidade no momento do impacto (10,2 km por segundo). Teoricamente, a cratera teria pelo menos 100 m de diâmetro e cerca de 25 m de profundidade [ref - em inglês]. Essas dimensões dependem totalmente da natureza e tipo do material que compõe o Tempel 1. Previa-se que o impactador seria destruído quando colidisse com o cometa.
O equipamento de imagens da espaçonave-sonda observou o núcleo por mais de 10 minutos após o impacto, filmando o impacto, o desenvolvimento da cratera e o seu interior. A espaçonave-sonda também realizou espectrometria do núcleo e do local da cratera. Ela enviou todas as imagens e medições espectrométricas de volta para a rede Deep Space (em inglês) no solo.