A ciência por trás da missão


Foto cedida pela NASA
Imagem da espaçonave Deep Impact em 13 de janeiro de 2005, cerca de 15 horas após o bem sucedido lançamento da espaçonave
Quando os cientistas estavam desenvolvendo a missão Deep Impact, eles definiram os seguintes objetivos:
  • observar como a cratera se forma
  • medir a profundidade e o diâmetro da cratera
  • medir a composição do interior da cratera e o material expelido em sua criação
  • determinar as alterações na ejeção de gases provocada pelo impacto
Os cientistas esperam que as informações que coletarem os ajudem a responder três questões básicas sobre os cometas:
  • onde está o material original nos cometas?
  • os cometas perdem ou selam o gelo em seu interior? 
  • o que sabemos sobre a formação de crateras?
Os cientistas acreditam que o núcleo de um cometa consiste em duas camadas: uma externa chamada manto e uma interna considerada primitiva. À medida que um cometa se move pelo sistema solar, seu manto se altera. À medida que se aproxima do Sol, parte do gelo externo se sublima e é expelido. Ele também pode encontrar e coletar fragmentos adicionais. Entretanto, admite-se que o interior protegido e primitivo do cometa não seja afetado por suas viagens e pode continuar igual a quando ele se formou. Os cientistas acreditam que um estudo das diferenças entre as duas camadas desvende muita coisa sobre a natureza do sistema solar, sua formação e sua evolução.

Opa
Muitos cientistas especulam que alguns cometas já extintos ou em hibernação tenham sido identificados erroneamente como asteróides.
Outra importante questão que os cientistas têm acerca de cometas é se eles entram em hibernação ou se extinguem devido ao calor do sol. Um cometa em hibernação é um cometa em que o manto lacrou a camada primitiva interior e os gases não passam dessa camada interior para a camada exterior e para fora do cometa. Um cometa extinto não tem mais gases em seu núcleo e, por isso, nunca mais mudará. Os resultados da missão Deep Impact darão aos cientistas um melhor entendimento da natureza do manto e permitirão que eles determinem se o Tempel 1 está ativo, em hibernação ou extinto.

Os resultados da colisão do impactador fornecerão uma grande quantidade de informação sobre a natureza dos cometas. A formação da cratera, o quão rapidamente ela se formou e suas dimensões finais dirão aos cientistas o quão poroso é o manto e as camadas primitivas. Um estudo do material expelido do local da cratera mostrará sua porosidade e densidade e, potencialmente, também a massa do cometa. Informações do processo de formação da cratera (site em inglês) podem dar alguma indicação do tipo de material que realmente compõe o cometa, o que ajudará os cientistas a entenderem como o cometa foi formado e como ele evoluiu ao longo do tempo.