Datando rochas sedimentares

A forma mais amplamente conhecida de datação radiométrica é a datação por carbono-14. É ela que os arqueólogos empregam para determinar a idade de artefatos produzidos por seres humanos. Mas a datação por carbono-14 não funciona para ossos de dinossauros. A meia-vida do carbono 14 é de apenas 5.370 anos e, por isso, a técnica só é efetiva para amostras com idade de menos de 50 mil anos. Os ossos de dinossauros, por outro lado, têm milhões de anos de idade - alguns dos fósseis têm bilhões de anos. Para determinar a idade desses espécimes, os cientistas precisam isolar um isótopo com meia-vida muito longa. Alguns dos isótopos usados para esse propósito são o urânio-238, o urânio-235 e o potássio-40, cada um dos quais com meia-vida superior a um milhão de anos.

Grand Canyon
GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images
Uma águia voa sobre o Grande Cânion, no Arizona, em 5 de abril de 2007. Pode-se observar as camadas de rochas sedimentares nas paredes laterais do cânion.

Infelizmente, esses elementos não existem nos fósseis de dinossauros. Cada um deles existe normalmente em forma de rocha ígnea, ou rocha feita de magma resfriado. Os fósseis, no entanto, formam-se em rochas sedimentares - os sedimentos rapidamente cobrem o corpo do dinossauro e os sedimentos e ossos gradualmente se tornam pedras. Mas esses sedimentos geralmente não incluem os isótopos necessários em quantidades mensuráveis. Os fósseis não podem se formar em rochas ígneas, que normalmente contêm esses isótopos. As temperaturas extremas do magma simplesmente os destruiriam.

Assim, para determinar a idade das camadas de rochas sedimentares, os pesquisadores primeiro precisam localizar camadas vizinhas, no planeta, que incluem rochas ígneas como, por exemplo, cinzas vulcânicas. Essas camadas são como os apoios laterais de livros em uma estante - fornecem um começo e um fim para o período de formação das rochas sedimentares. Usando datação radiométrica para determinar a idade dos anteparos ígneos, os pesquisadores podem determinar com precisão a idade das camadas sedimentares que ficam entre eles.

Usando as idéias básicas da datação de anteparos ígneos e as técnicas de datação radiométrica, pesquisadores determinaram as idades de camadas de rochas em todo o mundo. Essa informação também ajudou a determinar a idade da Terra. Embora as rochas mais antigas conhecidas no planeta tenham cerca de 3,5 bilhões de anos, pesquisadores encontraram cristais de zircônio com idade de 4,3 bilhões de anos [fonte: USGS (em inglês)]. Com base nas análises dessas amostras, os cientistas estimam que a Terra tenha idade de cerca de 4,5 bilhões de anos. Como a Lua e a Terra (em inglês) provavelmente se formaram ao mesmo tempo, é isso que sustenta as hipóteses atuais sobre a idade da Terra.

Seguindo os links da próxima seção, você pode aprender mais sobre fósseis, dinossauros, datação radiométrica e tópicos relacionados.

Outros métodos de datação

A datação radiométrica não é o único método de se determinar a idade das pedras. Outras técnicas incluem as análises de aminoácidos e a mensuração de mudanças no campo magnético de um objeto. Os cientistas também aperfeiçoaram o método padronizado de datação radiométrica. Por exemplo, com o uso de um laser, pesquisadores podem medir átomos pais e átomos filhos em quantidades minúsculas de matéria, o que torna possível determinar a idade de amostras muito pequenas [fonte: New Scientist (em inglês)]