Pesquisa de agricultura espacial

A pesquisa de agricultura espacial geralmente se concentra nas plantas que têm muitas partes comestíveis e que podem florescer em espaços pequenos. Os pesquisadores começaram a plantar diversas plantas no espaço, como a arabidopsis thaliana (espécie de agrião), a lentilha, o trigo, as folhas verdes, a mostarda e a soja. E com essas plantas, os pesquisadores estão determinando a forma como funcionarão as operações de agricultura espacial do futuro.

As plantas ainda precisam de tudo o que recebem na Terra: água, dióxido de carbono e nutrientes. Embora elas possam viver com pouca gravidade, o ideal é que tenham pelo menos uma pequena quantidade para evitar qualquer problema de crescimento. A gravidade artificial, produzida por uma centrífuga mecânica, ajuda a resolver esse problema. Os experimentos que controlam a quantidade e a duração da gravidade artificial ajudam os pesquisadores a determinar a quantidade de gravidade que afeta a direção do crescimento da raiz. Felizmente, a Lua e Marte apresentam alguma gravidade, que ajudará a manter a planta nesses corpos celestiais.

Os resultados da pesquisa até agora foram diversos. Em alguns casos, as plantas e sementes cultivadas e devolvidas pela ISS se assemelhavam às cultivadas pelo grupo de controle com base na Terra. Em outros experimentos eram semelhantes, mas levemente mais altas ou volumosas. Ainda em outros testes, os pesquisadores notaram diferenças significativas entre as plantas cultivadas na microgravidade e as cultivadas na gravidade normal.

Por exemplo, os resultados do estudo do BPS (Biomass Production System - Sistema de Produção de Biomassa) da NASA revelaram que, embora os dois grupos de plantas tenham crescido de forma semelhante, as sementes imaturas cultivadas na ISS estavam se desenvolvendo com velocidade variada. A velocidade de desenvolvimento da semente do grupo de controle da Terra foi a mesma. Nas mudas da ISS foram constatados elementos como proteína e carboidratos solúveis em níveis diferentes dos apresentados pelo grupo de controle na Terra. Os pesquisadores observaram que isso poderia mudar o sabor do alimento cultivado no espaço.

Entretanto, é importante observar que a variedade de resultados pode ser explicada pela diversidade dos fatores de controle (como temperatura, luz e umidade) nos diferentes experimentos, pelos diferentes equipamentos de cultivo e pelo fato de as plantas simplesmente apresentarem dificuldade para crescer.

Agora que analisamos os testes da pesquisa de agricultura espacial, vamos saber detalhadamente por que essa pesquisa é tão importante para a futura exploração espacial.

Um grande salto para os gafanhotos

Com asas ou não, alguns insetos podem ter a chance de voar se forem escolhidos para ir ao espaço e fazer parte da pesquisa de agricultura espacial. Embora muitas partes de plantas não sejam comestíveis para o homem, são uma deliciosa refeição para os insetos. Eles podem transformar boa parte desse material não-comestível em algo mais útil, como fertilizante.

Esses bichinhos também são uma excelente fonte de nutrientes para pessoas ou animais no espaço. Um gafanhoto pode ser uma boa opção para os astronautas que vivem à base de alimentos desidratados. Além disso, alguns insetos poderiam apresentar outros benefícios nas viagens espaciais de longo prazo. Por exemplo, a seda produzida pelos bichos-da-seda poderia ser usada para fazer cordas e roupas.