Introdução


Foto cedida por National Park Service
De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, entre 10 e 50 milhões de pessoas nos Estados Unidos apresentam reação alérgica à hera venenosa todo ano [ref (em inglês)]. A hera venenosa é difícil de reconhecer, misturando-se sem que percebamos a ervas daninhas e outras plantas comuns. Mas, se alguém entra em contato com ela, logo vai se dar conta, pelas erupções que provocam intensa coceira e cheias de bolhas que se formam na pele.

Neste artigo, você vai descobrir como a hera venenosa causa essa erupção, aprender onde ela cresce, como livrar-se dela e como reconhecê-la antes de chegar tão próximo.

Informações básicas


Foto cedida por Jon Sachs;
poison-ivy.org

Uma erupção com bolhas provocada pela hera venenosa
A intoxicação pela hera venenosa é uma erupção que coça muito causada pela planta que carrega esse mesmo nome. Muitas pessoas se intoxicam quando estão fazendo longas caminhadas em trilhas ou trabalhando no jardim e acidentalmente entram em contato direto com as folhas, raízes ou caules da planta. A erupção provocada pela hera venenosa freqüentemente tem a forma de linhas vermelhas, e às vezes forma bolhas.

A culpada pela erupção é uma substância química na seiva chamada urushiol. Seu nome vem da palavra japonesa "urushi", que quer dizer verniz. O urushiol é a mesma substância que desencadeia a reação alérgica quando as pessoas tocam o poison oak (arbusto venenoso) e o sumagre venenoso. Hera venenosa (Toxicodendron radican), poison oak oriental (Toxicodendron quercifolium), poison oak ocidental (Toxicodendron diversilobum) e sumagre venenoso (Toxicodendron vernix) são todos membros da família Anacardiaceae.


Foto cedida por Jon Sachs; poison-ivy.org
Hera venenosa espalhando-se pelo solo

Cerca de 85% das pessoas são alérgicas ao urushiol na hera venenosa, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia [ref]. Uma pequena quantidade dessa substância - um bilionésimo de grama - é suficiente para causar uma erupção em muitas pessoas. Algumas pessoas podem se gabar de terem sido expostas à hera venenosa muitas vezes e nunca terem tido qualquer erupção, mas isso não significa que não sejam alérgicas. Às vezes, a alergia não emerge até que a pessoa tenha sido exposta várias vezes. Algumas pessoas, por outro lado, desenvolvem erupções logo após a primeira exposição. Pode levar até dez dias para a erupção emergir pela primeira vez.

Plantas venenosas
Pelo fato de o urushiol ser encontrado em todas as partes da hera venenosa - nas folhas, no caule e nas raízes -, é melhor evitar a planta toda para evitar a erupção. O problema é que a hera venenosa cresce em quase todos os lugares nos Estados Unidos (com exceção do sudoeste, Alasca e Havaí). A regra geral para identificar a hera venenosa, "plantas com três folíolos, não toque", nem sempre se aplica. A hera venenosa cresce em grupos de três folíolos, com um mais longo no meio - mas também pode crescer em um grupo de até nove folíolos.


Foto cedida por Jon Sachs, poison-ivy.org
As folhas da hera venenosa ficam vermelhas e amarelas no outono

Eis algumas outras maneiras de identificar a hera venenosa:

  • ela geralmente cresce em meio a um grupo de plantas baixas parecidas com ervas daninhas ou com uma briônia, que consegue escalar árvores e cercas;
  • é achada em sua maioria em áreas úmidas, como margens de rios, florestas e pastos;
  • as bordas das folhas são geralmente lisas ou com alguns pequenos "dentes". A cor varia de acordo com a estação - avermelhada na primavera, verde no verão e amarela, laranja ou vermelha no outono;
  • seus frutos são brancos.

Os primos da hera venenosa, o poison oak e o sumagre venenoso, têm uma aparência única.


Foto cedida por Jon Sachs,
poison-ivy.org

 Sumagre venenoso
O poison oak cresce como um arbusto (de 30 cm a 1,80 m de altura). É geralmente encontrado ao longo da costa oeste e no sul, em áreas secas como campos, bosques e matas. Como a hera venenosa, os folíolos do poison oak são geralmente reunidas em grupos de três. Elas tendem a ser espessas, verdes e peludas em ambos os lados.

O sumagre venenoso cresce principalmente em áreas úmidas e pantanosas no nordeste e meio- oeste dos Estados Unidos e ao longo do rio Mississipi. É um arbusto lenhoso constituído de folhas com fileiras de sete a treze folíolos de bordas lisas.

Isso é uma hera venenosa?
Muitas plantas se parecem muito com a hera venenosa. Compare a verdadeira hera com algumas impostoras:


Foto cedida por Jon Sachs; poison-ivy.org
Hera venenosa

Foto cedida por Jon Sachs; poison-ivy.org
Negundo

Foto cedida por Jon Sachs; poison-ivy.org
Videira virgem / hera americana

A hera venenosa e o sistema imunológico


Foto cedida por Jon Sachs;
poison-ivy.org

Hera venenosa trepadeira
A tarefa do sistema imunológico do corpo é normalmente nos proteger das bactérias, vírus e outros invasores estranhos que possam nos deixar doentes. Mas, quando o urushiol da hera venenosa toca a pele, instiga uma resposta imunológica conhecida como dermatite, contra a qual seria, sob outros aspectos, uma substância inofensiva. A febre do feno é um outro exemplo desse tipo de resposta. No caso da febre do feno, o sistema imunológico reage de maneira extrema ao pólen, ou a outra substância produzida pela planta.

Eis a maneira pela qual a resposta à hera venenosa acontece. O urushiol penetra na pele, onde é metabolizado ou quebrado. Células imunológicas chamadas linfócitos T (ou células T) reconhecem os derivados do urushiol como uma substância estranha ou antígeno. Elas enviam sinais inflamatórios chamados citocinas, que acionam os glóbulos brancos. Sob as ordens das citocinas, esses glóbulos brancos transformam-se em macrófagos. Os macrófagos comem as substâncias estranhas, mas ao fazer isso também danificam o tecido normal, resultando na inflamação da pele que ocorre com a intoxicação pela hera venenosa.

A reação alérgica à hera venenosa é conhecida como hipersensibilidade retardada (atrasada). Diferente da hipersensibilidade imediata, que causa uma reação alérgica em minutos ao se expor a um alérgeno, a reação de hipersensibilidade retardada não se inicia por horas até mesmo por dias depois da exposição.
A maioria das pessoas não apresenta uma reação alérgica na primeira vez que toca uma hera venenosa, mas a desenvolve após repetidas exposições. A sensibilidade diminui, geralmente, com a idade e repetidas exposições à planta.