Regulamentação da água

aral sea
Foto cedida pela Nasa
Esta foto aérea mostra
os danos no mar Aral causados
pelo desvio de água

Em muitas áreas, a água é regulamentada e distribuída pelos governos. Nos Estados Unidos, é regulamentada pela Lei de Segurança da Água Potável. No Brasil, a regulamentação da água fica a cargo da Ana, Agência Nacional de Águas. O controle governamental, no entanto, nem sempre é de grande benefício para todas as pessoas. Na década de 1930, para irrigar plantações de algodão, o governo soviético construiu canais para desviar os rios que abasteciam o mar Aral (localizado entre o Casaquistão e o Uzbequistão). Como resultado, a área de superfície do mar diminuiu mais de 50% e seu volume caiu 80% nos últimos 50 anos. A salinidade do mar aumentou e ele ficou poluído com pesticidas, escoamento de fertilizante e lixo industrial. A diminuição do mar significou o declínio da indústria pesqueira comercial, o que ajudou a empobrecer a região. Os poluentes do fundo do mar exposto foram encontrados no sangue de pingüins da Antártica.

Algumas regiões privatizaram a distribuição da água, o que muitas vezes resultou em conflito. No fim da década de 1980, o Reino Unido vendeu suas empresas de água (organizações governamentais de fornecimento de água) para companhias privadas, que melhoraram a infra-estrutura. Muitas pessoas ficaram indignadas que as companhias pudessem lucrar com uma necessidade tão básica, principalmente quando pessoas que não conseguiam pagar suas contas sofriam duras punições. Mais tarde, o problema foi remediado pela legislação. Outros países pioneiros no processo foram o Chile e a França. No Brasil, cerca de 30 municípios privatizaram suas companhias de saneamento, a maioria dos casos é do Estado do Amazonas.

Em 2000 e 2005, manifestantes foram às ruas na Bolívia para protestar contra a privatização do fornecimento de água. Quando as companhias estrangeiras tomaram conta do sistema de água da Bolívia, o custo da água ficou muito alto para os pobres. Na cidade de El Alto, "o custo para conseguir rede de água e de esgoto superava a renda de meio ano de salário mínimo". A revolta de 2000, chamada de "Guerras Bolivianas pela Água", resultou em lei marcial e 100 feridos. Depois dos dois incidentes, o governo boliviano cancelou os contratos com a companhia privada. Caso semelhante aconteceu na província de Tucuman na Argentina. O Uruguai e a África do Sul definiram constitucionalmente a proibição da privatização dos recursos hídricos.

Atualmente, mais de um bilhão de pessoas, cerca de 17% da população mundial, não têm acesso a água limpa [fonte: Organização Mundial da Saúde (em inglês)]. Segundo a ONG WWF, no Brasil são 40 milhões de pessoas sem água potável. Existem várias organizações governamentais e não governamentais, inclusive a Unicef e a Water Aid, trabalhando para ajudar comunidades carentes na Ásia e na África a obter fornecimentos sustentáveis de água potável e serviços de saneamento. A falta de água também afeta os Estados Unidos e muitos estados têm programas para ajudar os desprovidos a obter água suficiente e a pagar as contas de água e de esgoto.

Obviamente, a falta de água é um grande problema. Mas o que é isso exatamente? Na próxima seção, veremos a função da água no corpo humano.

Economizando a água
Uma maneira de ajudar a reduzir a demanda por água é economizá-la durante o ano inteiro. Muitas áreas proíbem que as pessoas reguem o jardim e o quintal quando o nível de água está baixo, mas aqui estão algumas coisas simples que você pode fazer por conta própria:
  • Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba.
  • Tome banhos mais rápidos.
  • Use a lava-louças e a máquina de lavar apenas quando elas estiverem cheias.
  • Mantenha a água potável na geladeira em vez de abrir a torneira para beber água.
  • Leve seu carro a uma lavadora de carros que recicle a água.

Para ver mais dicas, confira esse link da EPA.

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