Emblema da Guarda Nacional
Imagem cedida pela Guarda Nacional dos Estados Unidos/ Foto da Marinha Americana tirada pelo Fotógrafo e Oficial Brien Aho
A Guarda Nacional tem dois papéis. Na maior parte do tempo, está sob o controle de Estados individuais, com o governador do Estado atuando como comandante supremo. No entanto, o presidente pode acionar a Guarda Nacional e colocá-la sob controle Federal. Quando isso ocorre, unidades são usadas para complementar o Exército regular, apoiando suas forças com unidades de combate adicionais.

Os soldados da Guarda Nacional treinam uma vez por semana, e fazem um treinamento de duas semanas seguidas por ano. São geralmente acionados por um governador de Estado, que pode enviá-los a qualquer local do Estado onde seja oficialmente declarada uma emergência. Geralmente é uma emergência relacionada ao clima, mas desordem civil e ataques terroristas são outras emergências às quais eles podem responder. Tropas de guarda também podem ser usadas para aumentar a segurança em fronteiras e aeroportos. Enquanto os governadores de Estado comandam suas tropas estaduais, cada Estado tem um ajudante-general que age como uma conexão, interpretando as ordens do governador em decisões táticas específicas.

Patrulha de fronteira
Imagem cedida pela Guarda Nacional dos Estados Unidos/ Foto do Exército Americano tirada pelo Sargento Gordon Hyde
Um Soldado da Guarda Nacional do Exército do Tennessee, que não é identificado por questões de segurança, usa binóculos para identificar sinais de atividade ilegal na fronteira dos Estados Unidos com o México

Quando o presidente federaliza as tropas da Guarda Nacional, elas podem ser usadas em emergências domésticas, assim como são usadas em emergências nos Estados. No entanto, elas não estão limitadas ao seu estado de origem. Por exemplo, unidades da Guarda Nacional de vários Estados foram usadas para ajudar nos esforços de socorro após o furacão Katrina.

Patrulha do Katrina
Imagem cedida pela Guarda Nacional dos Estados Unidos/ Foto da Marinha Americana tirada pelo Fotógrafo e Oficial Brien Ho
Um Humvee da Guarda Nacional parte do New Orleans Superdome na Louisiana para patrulhar as ruas depois que o furacão Katrina destruiu a cidade deixando milhares de
pessoas desamparadas

Tropas da Guarda Federalizadas também podem ser acrescentadas ao Exército regular, convocadas para serviço ativo em operações militares fora do país. Na Primeira Guerra Mundial, 40% das tropas de combate americanas foram provenientes de unidades da Guarda Nacional [fonte: Guarda Nacional dos Estados Unidos (em inglês)]. Em 2005, a mesma porcentagem foi registrada na tropas americanas no Iraque, e um em cada seis soldados mortos no Iraque era da Guarda Nacional [fonte: PBS (em inglês)].

Patrulha do Iraque
Imagem cedida pela Guarda Nacional dos Estados Unidos
Sg. Ed Raati, (esq.), Sg. Danny Kraskey, Sg. Brandon Combs e 1º Sg. Bradley Lahti aguardam aproximação de carros para vistoria perto da Área de Suporte Logístico Anaconda

Em geral, quando alguém se refere à Guarda Nacional, na verdade se refere ao da Guarda Nacional do Exército. Mas a Força Aérea também tem uma Guarda Nacional. A Guarda Nacional da Força Aérea é uma organização à parte com as mesmas funções da Guarda Nacional do Exército, mas as unidades (geralmente esquadras) podem ser acionadas para complementar a Força Aérea dos Estados Unidos. As duas guardas foram divididas dessa forma em uma reestruturação das forças armadas americanas após a Segunda Guerra Mundial.

A existência da Guarda Nacional é garantida pela Constituição, que contém vários artigos descrevendo os direitos dos Estados de criarem milícias e o direito do governo federal de utilizar tais milícias. É uma longa corrente de leis federais, sendo que as mais importantes são o 1903 Militia Act e o National Defense Act de 1916. Uma lei recente, John Warner National Defense Authorization Act de 2007, expandiu a autoridade do presidente para acionar as unidades da guarda, eliminando a necessidade de autorização do governador de Estado.

Cerca de metade dos estados nos Estados Unidos também mantêm uma força de defesa estadual. Estas forças são parecidas com milícias - todos os soldados são voluntários, não recebem recursos financeiros federais e geralmente precisam pagar por seus próprios uniformes e equipamentos. A força de defesa estadual é separada da Guarda Nacional estadual, apesar de elas poderem ser organizadas em paralelo. Tecnicamente, o presidente tem autoridade para convocar essas milícias estaduais quando necessário, mas na prática as forças de defesa estaduais são bastante imunes à convocação federal.

Para mais informações sobre a Guarda Nacional e assuntos relacionados, confira os links a seguir: 

Fontes (em inglês)