História da Guarda Costeira

A faixa de corrida
Todos as embarcações da Guarda Costeira são facilmente reconhecidas pela faixa de corrida com as vívidas cores vermelha e azul em ambos os lados, perto da proa. A faixa, posicionada em um ângulo de 64°, foi adotada em 1964 para melhorar a imagem da Guarda Costeira e facilmente diferenciar seus barcos de outras embarcações militares.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos tem uma história bastante intrincada, já que muitas organizações e funções foram combinadas e recombinadas sob nomes diferentes. Após a Guerra Revolucionária Americana, a Marinha dos EUA se dispersou. Em 1789, o Secretário do Tesouro, Alexander Hamilton, percebeu que uma agência reguladora naval era necessária para garantir que as tarifas fossem adequadamente coletadas. Dez navios, com tripulação de 10 homens em cada um deles, começaram seu trabalho em 1790 como a Revenue Marine Service (Serviço de Receita da Marinha). Como essas embarcações freqüentemente estavam em patrulha quando os acidentes navais ocorriam, elas naturalmente se colocavam na posição de realizar operações de busca e salvamento. Posteriormente, organizações voluntárias que realizavam missões de resgate se uniram à Guarda Costeira incipiente. Conflitos militares nas décadas seguintes levaram o Serviço de Receita a assumir tarefas de defesa de porto. O advento da pesca americana ao redor da costa do Alasca criou a necessidade de habilidades de salvamento no inverno e capacidade para quebrar gelo (essas continuam sendo as especialidades da Guarda Costeira). Um serviço separado operava os faróis e outros sistemas de auxílio à navegação por todos os EUA até que se uniu também à Guarda Costeira. Até 1915, essa crescente organização não era oficialmente chamada de Guarda Costeira.

Apesar de a Guarda Costeira aparentemente ser uma organização de imposição de leis e de defesa, seus recrutas recebem treinamento básico com armas e a maioria de suas embarcações são armadas de alguma forma. Quando os EUA entravam em guerra, a Guarda Costeira também entrava, geralmente, após ser subordinada à Marinha dos Estados Unidos. Alguns dos serviços mais notáveis em tempos de guerra da Guarda Costeira surgiram durante a II Guerra Mundial, quando numerosas embarcações da Guarda Costeira forneceram escoltas ao transporte dos comboios que atravessaram o Atlântico Norte. Reequipados com armas adicionais e cargas de profundidade, as embarcações realizaram uma tarefa muito perigosa, procurando por U-boats alemães (submarinos). Os U-boats caçavam os comboios em operações chamadas "wolf packs" (matilhas de lobos) e seus torpedos afundaram muitos navios de transporte, como também o USCGC Alexander Hamilton, que afundou perto de Reykjavik, Islândia 1941.

As tripulações da Guarda Costeira tinham treinamento especializado para conduzir assaltos mar-terra, assim, os navios de desembarque na Normandia e outras invasões marinhas na II Guerra Mundial geralmente eram pilotados por um marinheiro da Guarda Costeira.

O USCGC Alexander Hamilton após ter sido torpedeado e a maioria da tripulação ter abandonado o navio.
Foto cedida pela Guarda Costeira dos Estados Unidos
O USCGC Alexander Hamilton após ter sido torpedeado e a maioria da tripulação ter abandonado o navio

Atualmente, a Guarda Costeira está no meio de um esforço de modernização de 25 anos conhecido como Project Deepwater. O orçamento do ano fiscal de 2007 incluiu um aumento de US$1 bilhão para atualizações, pesquisa e desenvolvimento do Projeto Deepwater [Fonte: Navy Times]. A modernização é vital, já que hoje a Guarda Costeira opera uma das mais antigas frotas entre as marinhas do mundo.

O Projeto Deepwater não apenas atualizará as armas, sistemas de detecção de drogas e operações de salvamento e resgate da Guarda Costeira, mas também tornará o serviço inteiro mais eficiente. O número de membros da tripulação necessário para operar uma embarcação diminuirá, aumentando a flexibilidade e permitindo que a Guarda Costeira funcione com níveis de recrutamento e orçamento menores.

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