Granadas de impacto

As granadas de impacto funcionam como uma bomba lançada de um avião: explodem assim que atingem seus alvos. Normalmente, não são lançadas da mesma maneira que as granadas temporizadas. Em vez disso, para arremessar as granadas de impacto em alta velocidade usa-se um lançador de granadas.

As forças terrestres dos EUA usam lançadores de granadas presos aos rifles de assalto. Em um lançador de granadas convencional, as granadas são propelidas pela pressão do gás gerada pelo disparo de um cartucho de festim. Alguns lançadores de granadas possuem seus próprios primer e propelente embutidos.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA
As forças dos EUA costumam usar lançadores de granadas fixados a rifles. Aqui, um lançador de granadas M-203 montado em um rifle de assalto M-16.

Os combatentes afegãos e diversas outras forças ao redor do mundo usam lançadores de granadas propelidos a foguete, antes produzidos em massa pela União Soviética. Assim como os mísseis, essas granadas possuem um sistema embutido de propulsão por foguete.

As granadas de impacto devem permanecer desarmadas até que sejam disparadas de fato, porque qualquer contato acidental pode detoná-las. Como elas geralmente são atiradas de um lançador, precisam ter um sistema de armar automático. Em alguns projetos, o sistema de armar é disparado pela explosão do propelente que impulsiona a granada para fora do lançador. Em outros projetos, a aceleração da granada ou sua rotação durante o vôo arma o detonador.

O diagrama abaixo mostra os elementos de uma granada de impacto simples com um mecanismo de armar por rotação.


A granada possui um desenho aerodinâmico, com um nariz, uma cauda e duas aletas de vôo. O gatilho de impacto, no nariz da granada, consiste de um painel móvel montado com uma mola e um pino de disparo voltado para dentro. Como na granada temporizada, o mecanismo deflagrador possui uma espoleta e um explosivo detonador que faz a ignição do explosivo principal. Mas ela não inclui um elemento retardante químico.


Foto cedida Departamento de Defesa dos EUA
Um lançador de granadas soviético RPG-7, muito comum em exércitos pequenos e forças de resistência

Quando a granada está desarmada, o mecanismo deflagrador está posicionado na direção da cauda, apesar de ter uma mola que o empurra na direção do nariz. Ele é mantido nessa posição por diversos pinos de contrapeso montados com molas. O pino de disparo não é longo o suficiente para alcançar a espoleta quando o deflagrador está nessa posição. Se a placa do gatilho for pressionada acidentalmente, o pino deslizará de um lado para outro no ar e nada acontecerá.

Quando a granada é lançada ela começa a girar. Esse movimento é causado pelo formato e posição das aletas, além das ranhuras espiraladas no interior do cano do lançador de granadas.

O movimento rotativo da granada gera uma grande força centrífuga que empurra os pinos de contrapeso para fora. Quando eles se afastam o suficiente, liberam o mecanismo deflagrador, que salta para a frente na direção do nariz da granada. Quando a granada atinge o solo, a placa do nariz é forçada para dentro, conduzindo o pino de disparo contra a espoleta. A espoleta explode, causando a ignição do explosivo detonador e, conseqüentemente, do explosivo principal.

Há dúzias de variações sobre essa idéia, algumas com sistemas de armar e de ignição muito mais elaborados. Mas o princípio básico da maioria dessas armas é o mesmo.

Hoje, algumas granadas usam um sistema deflagrador eletrônico em vez de um deflagrador mecânico ou químico. Nas granadas eletrônicas temporizadas, o deflagrador consiste de um relógio digital e um pino de disparo operado eletricamente. Quando o botão ou alavanca de disparo é ativado, o sistema eletrônico inicia um cronômetro de precisão. Ao final da contagem, o mecanismo deflagrador libera o pino de disparo. Como ele usa um relógio real em vez de uma combinação de produtos químicos, esse sistema de temporização é muito mais exato do que os deflagradores convencionais.


Foto cedida pelo Departamento de Defesa dos EUA
Essa metralhadora Mark 19 Mod 3 dispara granadas redondas em vez de balas comuns

Algumas granadas para lançador de tecnologia avançada também possuem deflagradores e sistemas de armar eletrônicos. Os militares norte-americanos desenvolvem atualmente granadas em miniatura com sensores de posição eletrônicos. Com lançadores de granadas avançados, os soldados podem programar uma granada para explodir depois de se deslocar por uma certa distância. Desse modo, um soldado pode determinar alvos específicos, mesmo aqueles por trás de barreiras, com precisão extremamente elevada.

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