O tipo de granada temporizada mais comum no campo de batalha é a granada de mão de fragmentação. Essa granada é um dispositivo antipessoal e embora seja ineficaz contra veículos blindados, é muito útil para eliminar tropas inimigas nas proximidades. Para assegurar o máximo de danos, a carga explosiva da granada é projetada para reduzir o invólucro metálico em pequenos fragmentos que são lançados em todas as direções ao explodir.
Granadas dessa categoria, que representaram um papel de destaque na Primeira e na Segunda Guerra Mundial, no Vietnã e em muitos outros conflitos do século 20, são projetadas para serem duráveis, fáceis de usar e de produzir. O desenho convencional usa um mecanismo de retardo químico simples. O diagrama abaixo mostra uma configuração desse sistema, que data da Primeira Guerra Mundial.
A carcaça externa da granada, feita de ferro fundido serrilhado, contém um mecanismo deflagrador químico circundado por um reservatório de material explosivo, além deum orifício de enchimento para verter o material explosivo.
Foto cedida Departamento de Defesa dos EUA A maneira correta de se lançar uma granada: comprimir a alavanca percussora, puxar o pino e arremessar a granada
O mecanismo de disparo é engatilhado por um percussor com carga de mola no interior da granada. Normalmente, o percussor é mantido no lugar pela alavanca percussora na parte superior da granada, mantida em posição pelo pino de segurança. O soldado segura firmemente a granada, de modo que a alavanca percussora seja empurrada para cima, puxa o pino para fora e arremessa a granada. Eis o que acontece no interior da granada assim que é liberada:
com o pino removido, nada retém a alavanca em posição, o que significa que nada prende o percussor com carga de mola. A mola dispara o percussor para baixo, contra a espoleta. O impacto acende a espoleta, criando uma pequena faísca;
a faísca acende um material de queima lenta no deflagrador. Em aproximadamente quatro segundos, o material de retardo queima completamente;
a extremidade do elemento de retardo é conectada ao detonador, uma cápsula preenchida com mais material combustível. O material em chamas na extremidade do retardante acende o material no detonador, causando uma explosão no interior da granada;
a explosão causa a ignição do material explosivo circundante, criando uma explosão muito maior, que estilhaça a granada;
os pedaços de metal da carcaça externa voam em grande velocidade, cravando-se em tudo o que estiver dentro de seu alcance. Esse tipo de granada pode conter arame serrilhado ou bolinhas metálicas adicionais para aumento dos danos resultantes da fragmentação.
As granadas temporizadas são muito eficazes, mas têm desvantagens significativas. Um problema é sua imprevisibilidade: em alguns deflagradores químicos, o intervalo de tempo pode variar de dois a seis segundos. Mas o maior problema é que permitem ao inimigo uma oportunidade para contra-atacar. Se um soldado não lançar a granada no momento certo, o inimigo poderá apanhá-la e arremessá-la de volta antes que ela exploda.
Por esse motivo, em determinadas situações os soldados devem usar granadas de impacto. Uma granada de impacto explode onde cair, não permitindo que o inimigo a arremesse de volta. Na próxima seção, veremos como funciona esse tipo de granada.
Para citar corretamente este artigo do HowStuffWorks por favor copie e cole o texto abaixo:
Tom Harris. "HowStuffWorks - Como funcionam as granadas". Publicado em 22 de janeiro de 2002 (atualizado em 23 de junho de 2008) http://ciencia.hsw.uol.com.br/granadas2.htm (07 de novembro de 2009)