Geografia física

O continente consiste de duas grandes regiões - Antártida Oriental e Antártida Ocidental. A Antártida Oriental, a maior das duas, fica entre as Montanhas Transantárticas e o Oceano Índico. Sua área é mais de três vezes superior à da Antártida Ocidental, e consiste de um bloco recoberto de gelo formado por rochas velhas e estáveis, em larga medida acima do nível do mar. Em contraste, a Antártida Ocidental, cujas terras ficam em larga medida abaixo do nível do mar, é um arquipélago recoberto por gelo, de origem geológica mais recente. Muitos dos picos de montanhas visíveis acima da calota de gelo têm origem vulcânica; alguns são vulcões ativos. O mais conhecido, provavelmente, é o Monte Erebus, que fica perto da Estação McMurdo, uma base científica norte-americana na Ilha de Ross.

Antártida
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Quase todo o território antártico é revestido pelo gelo

A calota de gelo antártica cobre cerca de 98% da superfície do continente. Ela ascende na forma de um domo de topo achatado até uma altitude de 3.960 metros acima do nível do mar, no interior do continente. Nenhum dos outros continentes têm elevação média semelhante à da Antártida. A calota de gelo tem espessura média de 2,13 a 2,44 quilômetros, e sua maior espessura conhecida é de 4.776 metros. Por boa parte do continente, ventos fortes empilharam a neve em cristas paralelas conhecidas como sastrugis, que representam sério obstáculo ao pouso de aviões e ao uso de meios de transporte de superfície. Em alguns lugares a superfície da camada de gelo é fraturada por rachaduras largas, ou fendas, recobertas por finas “pontes” de gelo.

As Montanhas Transantárticas se estendem pelo continente, e formam um S que vai das Montanhas Theron, na Terra de Coats, às Montanhas Rainha Maud, e se encerra no Cabo Adare, na Terra de Victoria - uma distância de cerca de 3,7 mil quilômetros. Os picos e encostas mais elevados atingem altitudes de mais de 4.270 metros sobre o gelo polar. O ponto mais alto conhecido do continente são as Montanhas Ellsworth, na Terra de Ellsworth, onde o topo desnudo do Maciço de Vinton fica 5.140 metros acima do nível do mar. Também existem cadeias de montanhas elevadas perto das costas da Terra de Marie Byrd e da Terra da Rainha Maud, no Altiplano Americano e na Península Antártica. Perfurando a calota de gelo em diversos locais também existem diversos picos isolados e desnudos, conhecidos como nunataks.

Quase toda a costa da Antártida fica enterrada sob a calota de gelo polar. Em diversas áreas o gelo penetra oceano adentro e forma grandes áreas flutuantes conhecidas como prateleiras de gelo. As maiores delas são as de Ross, Ronne, Larsen e Filchner.

Algumas das prateleiras de gelo são parcialmente alimentadas por grandes geleiras que se estendem das cadeias de montanhas até a costa. Também existem geleiras que fluem diretamente para o mar, como longas línguas flutuantes, conhecidas como línguas de geleiras ou línguas de icebergs.

Muitos bilhões de toneladas de gelo se separam das extremidades abruptas das prateleiras de gelo a cada verão, e caracteristicamente formam icebergs de topo liso ou tabulares que derivam para o norte. Outras massas de gelo, conhecido como gelo marítimo, se formam com o congelamento da água do mar, e se estendem por largas distâncias ao largo da costa, especialmente no inverno. A dissolução do gelo marinho no verão gera gelo que flutua livremente e é conhecido como banquisa.