![]() Foto cedida Força Aérea Norte-Americana/ Hurricane Hunters (Caçadores de Furacões) O olho de um furacão, conforme visto da janela de um avião de vigilância de furacões |
Os Hurricane Hunters são membros do 53º Esquadrão de Reconhecimento Meteorológico/403ª Brigada Aérea, sediada na Base da Força Aérea Keesler em Biloxi, Mississippi. Eles coletam informações sobre as velocidades dos ventos, chuvas e pressões barométricas dentro da tempestade. Desde 1944, eles têm sido a única organização dentro do Departamento de Defesa dos EUA (que supervisiona os militares americanos) a voar no interior das tempestades tropicais e furacões. Desde 1965, a equipe dos Hurricane Hunters tem usado o Hércules WC-130, um avião turboélice. A única diferença entre este avião e a versão de carga é o equipamento meteorológico especializado e altamente sensível instalado nele. A equipe pode cobrir até cinco missões de tempestade por dia, em qualquer lugar do meio do Atlântico até o Havaí.
![]() Foto cedida Força Aérea Norte-Americana/ Hurricane Hunters (Caçadores de Furacões) Este WC-130H é um dos aviões usados pelos Hurricane Hunters para voar no interior de tempestades e furacões. O avião possui equipamento meteorológico especial para coletar dados no interior da tempestade. |
A NOAA também utiliza aviões para a pesquisa de furacões. Os dois Órions WP-3D da NOAA são considerados umas das melhores aeronaves de pesquisa do mundo. Como os Hércules C-130 dos Hurricane Hunters, o Órion WP-3D também é um avião turboélice. O Órion WP-3D N42RF e o Órion WP-3D N43RF estão equipados com um conjunto impressionante de instrumentos, radares e sistemas de gravação. Toda essa instrumentação de alta tecnologia é fundamental para o estudo de furacões e a realização de outras pesquisas meteorológicas. De acordo com o site da NOAA, o Órion WP-3D N42RF e o Órion WP-3D N43RF estão na espera ou na ativa para a pesquisa e reconhecimento de furacões 120 dias por ano, voando 300 a 400 horas todos os anos.
Os satélites meteorológicos usam diferentes sensores para coletar diversos tipos de informações sobre os furacões:
Todas estas informações são retransmitidas para o Centro Nacional de Furacões (EUA) (em inglês) em Miami, Flórida, onde são interpretadas e distribuídas para os meios de comunicação nacional e local. O Centro Nacional de Furacões dos EUA prevê o movimento e a intensidade do furacão usando diversos modelos meteorológicos e emite avisos e alertas de furacões para as áreas no caminho da tempestade. Esses sistemas modernos (rastreamento, detecção precoce, avisos) diminuem significativamente as mortes durante um furacão.
Nomes de furacões
Para melhor rastrear os furacões, os meteorologistas decidiram dar nomes a eles. Esses nomes são escolhidos pela Organização Meteorológica Mundial (em inglês), de acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA):
"Por várias centenas de anos, os furacões nas Índias Ocidentais eram freqüentemente nomeados conforme o santo do dia no qual o furacão ocorria. Por exemplo, o Furacão San Felipe atingiu Porto Rico em 13 de setembro de 1876. Outra tempestade atingiu Porto Rico no mesmo dia em 1928 e essa tempestade recebeu o nome de Furacão San Felipe Segundo".
Até a Segunda Guerra Mundial, os furacões recebiam somente nomes masculinos. No início dos anos 50, os serviços meteorológicos começaram a nomear as tempestades alfabeticamente apenas com nomes femininos. No final dos anos 70, essa prática foi substituída pela alternância de nomes masculinos e femininos. O primeiro furacão da temporada recebe um nome começando com a letra A, o segundo com a letra B e assim por diante. De acordo com a NOAA, as listas com nomes têm um toque internacional porque os furacões afetam outras nações e são acompanhadas pelos serviços públicos e meteorológicos de muitos países.
O furacões no Oceano Pacífico são designados com um conjunto de nomes diferentes das tempestades do Atlântico. Por exemplo, o primeiro furacão da temporada de furacões de 2001 foi uma tempestade no Oceano Pacífico próxima de Acapulco, chamada Adolf. A primeira tempestade no Atlântico da temporada de 2001 chamou-se Allison. Uma lista de nomes ao longo de 2006 está disponível no Centro Nacional de Furacões (EUA) (em inglês).
De acordo com a NOAA:
"Sempre que um furacão causa um impacto significativo, o país afetado pela tempestade pode solicitar que o nome do furacão seja "aposentado" por acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Na verdade, aposentar um nome significa que ele não poderá ser usado pelo menos por 10 anos para facilitar referências históricas, ações legais, atividades de indenização por seguro, etc, e evitar a confusão do público com outra tempestade de mesmo nome".