Ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão atmosférica formadas entre a Argentina, o Uruguai, o Sul do Brasil e o Paraguai. Em geral são baixas pressões ligadas a frentes frias que resultam em uma ondulação (oclusão) em uma frente já existente. O centro desse sistema é o ponto onde a pressão é mínima, com várias isóbaras fechadas.
No Hemisfério Sul, a circulação dos ventos se dá em sentido horário. A baixa pressão está associada ao movimento vertical ascendente do ar, que resulta de uma divergência nos níveis elevados da atmosfera.
Um ciclone extratropical tem as mesmas características termodinâmicas, estrutura e configuração de um ciclone tropical (furacão). O furacão ou ciclone tropical tem uma estrutura própria, independe da circulação geral e se forma no mar, em águas quentes. Tem uma configuração fechada e um olho em seu centro. Esse sistema ocorre com frequência no Hemisfério Norte, e raramente no Hemisfério Sul.
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Ao contrário do ciclone tropical, o ciclone extratropical tem uma estrutura dependente da circulação geral da atmosfera e da frente fria. Veja na imagem abaixo um exemplo de ciclone extratropical no sul do Brasil.
![]() Reprodução / INMET Na imagem de satélite observa-se a nebulosidade causada pelo ciclone extratropical sobre o Rio Grande do Sul no dia 24/05/2008 às 18h15 |
Compare com a imagem abaixo, do Catarina:
![]() CPTEC Imagem de satélite GOES-12, 28/03/2004, 03:45 UTC mostra o Furacão Catarina na costa da Região Sul |
Cavado
Um cavado é uma região de baixa pressão, em que as isóbaras estão mais distantes de seu centro. A linha que une os pontos das isóbaras mais afastadas do centro do eixo é denominado cavado. A imagem abaixo mostra a configuração de um cavado ao longo da frente fria em azul.
![]() Reprodução / INMET |