A importância da fotossíntese

De uma forma direta, através das plantas, ou indireta, através dos animais herbívoros, a fotossíntese supre todas as nossas necessidades alimentares. Além disso, nos fornece uma enorme quantidade de fibras e materiais de construção, como a celulose e a madeira. A cada ano, as plantas e as algas através da fotossíntese, convertem mais de 100 bilhões de toneladas métricas de CO2 e H2O em celulose e outros produtos.

A energia armazenada em fontes combustíveis com lenha e óleos, assim como em combustíveis fósseis (carvão, petróleo, e gás natural) que são utilizados como fontes de energia em várias partes do mundo, também é o produto da fotossíntese, que ocorreu a milhões de anos atrás.
A discussão em torno do aquecimento global, causado pelo efeito estufa têm sido um tema bastante debatido no mundo atual. Uma vez que a fotossíntese afeta a composição atmosférica, o seu entendimento é essencial para compreendermos como o ciclo do carbono e outros gases afetam o clima global.

A queima de toneladas de combustíveis fósseis todos os dias contribui para o incremento da quantidade de CO2 na atmosfera. Calcula-se que a quantidade de energia livre capturada na fotossíntese durante um ano é de 1017 kJ (kilojoules), o que corresponde a 10 vezes a energia gasta em combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás natural) pela humanidade no mesmo período. A natureza durante milhares de anos fixou esse mesmo CO2 pelo processo da fotossíntese e agora estamos liberando-o na atmosfera, fazendo com que haja um problema global. Como visto anteriormente, o processo da fotossíntese envolve essencialmente a retirada do CO2 da atmosfera devolvendo para a mesma o O2, gerando com isso a purificação do ar.

Todo o oxigênio da atmosfera é renovado a cada 2 mil anos pelo processo da fotossíntese. Este número ilustra a importância das plantas como organismos renovadores do oxigênio, pois retiram o gás carbônico liberado na nossa respiração ou na queima de combustíveis e ao final liberam oxigênio para a atmosfera.

Algumas plantas podem ter um crescimento maior em ambiente rico em CO2, as chamadas plantas C3, caracterizadas por formar como primeiro produto da fotossíntese uma molécula de 3 carbonos, como o feijão. O cultivo de plantas com esta característica poderia ser uma forma de diminuir a concentração de CO2 no ambiente, visto que elas têm um melhor aproveitamento na fixação de carbono em relação a outras que não necessitam de uma concentração elevada do gás, as plantas C4, caracterizadas por formar como primeiro produto da fotossíntese um molécula com 4 carbonos, como o milho.

O segredo da coleta de energia solar pelas plantas pode fornecer eficientes meios de aproveitamento da energia solar e novas tecnologias. Além disso, a compreensão da fotossíntese pode permitir a sua alteração através de técnicas modernas de biologia molecular, tornando o rendimento das plantas mais eficiente, aumentando assim a sua produtividade.